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Estados Unidos e Argentina reafirmaram nesta terça-feira seu compromisso conjunto de enfrentar o autoritarismo na região, com ênfase especial nos regimes de Cuba, Nicarágua e Venezuela, de acordo com um comunicado emitido pelo Departamento de Estado.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, teve um encontro oficial com o ministro das Relações Exteriores argentino, Gerardo Werthein, no qual destacaram a necessidade de continuar a contrabalançar os regimes que —segundo Washington— ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos e a estabilidade do hemisfério ocidental.
“Ambos líderes enfatizaram seu apoio ao valente povo cubano, nicaraguense e venezuelano, que continua defendendo suas liberdades fundamentais e enfrentando a opressão de regimes autoritários e a influência maligna de atores externos”, destaca o texto divulgado pela porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce.
Rubio agradeceu a colaboração contínua do governo argentino em questões econômicas compartilhadas e defendeu o fortalecimento da cooperação bilateral em setores estratégicos.
O comunicado conclui com a reafirmação do interesse mútuo em “aprofundar os laços diplomáticos entre os Estados Unidos e a Argentina, baseados em valores compartilhados e objetivos comuns”.
A menção explícita a Cuba como um dos focos de preocupação regional ocorre em um contexto marcado por maiores pressões diplomáticas internacionais contra o regime de Havana, acusado repetidamente por organismos internacionais de violações sistemáticas dos direitos humanos e repressão da dissidência.
Em setembro de 2024, o presidente argentino Javier Milei causou uma forte repercussão internacional após sua intervenção na 79ª Assembleia Geral da ONU, onde qualificou os governos de Cuba, Venezuela e Irã como “ditaduras sangrentas”.
Em seu discurso, criticou duramente a inclusão desses países no Conselho de Direitos Humanos da organização, questionando sua legitimidade e denunciando a contradição de que participem de órgãos que dizem defender as liberdades fundamentais. A postura de Milei marcou uma ruptura com a diplomacia tradicional de seu país e foi recebida com opiniões divididas tanto na Argentina quanto no exterior.
Posteriormente, em novembro do mesmo ano, o mandatário argentino anunciou a expulsão de todos os diplomatas da Chancelaria que apoiaram o voto a favor da suspensão do embargo americano contra Cuba na ONU.
O presidente qualificou de “traidores à pátria” os funcionários que, segundo suas palavras, atuaram contra a política exterior que ele estabelece a partir da Casa Rosada. Esta decisão provocou um reajuste imediato na cúpula diplomática, incluindo a destituição da então chanceler Diana Mondino, e reforçou o alinhamento do governo argentino com os Estados Unidos e Israel em sua política em relação ao regime cubano.
Finalmente, em março de 2025, o governante cubano Miguel Díaz-Canel expressou seu apoio às protestas populares na Argentina contra as reformas promovidas por Milei. Durante um ato em Havana, Díaz-Canel afirmou que “todos temos que sair” para defender as causas justas, em uma clara alusão às manifestações no país sul-americano.
A declaração provocou críticas devido ao contraste com a dura repressão que o governo cubano exerce contra qualquer tentativa de protesto interno. A paradoxa foi amplamente destacada nas redes sociais e meios independentes, sublinhando o duplo discurso do regime cubano em relação à liberdade de expressão e aos direitos cidadãos.
Perguntas frequentes sobre o diálogo entre os EUA e a Argentina a respeito de Cuba
Qual é o objetivo do diálogo entre os EUA e a Argentina sobre Cuba?
O objetivo do diálogo entre os EUA e a Argentina é combater o autoritarismo em Cuba, assim como na Nicarágua e na Venezuela. Ambos os países buscam enfrentar os regimes que consideram uma ameaça para a segurança e a estabilidade da região.
Por que Cuba é um foco de preocupação para os EUA e a Argentina?
Cuba é um foco de preocupação devido a acusações de violações sistemáticas dos direitos humanos e repressão da dissidência. Além disso, o regime cubano é visto como uma ameaça à segurança nacional dos EUA e à estabilidade regional.
Como a política exterior dos EUA em relação a Cuba é afetada sob a administração de Trump?
Sob a administração de Trump, a política externa em relação a Cuba se caracteriza por uma postura mais rigorosa e restritiva. Isso inclui a reativação de certas medidas punitivas, como o Título III da Lei Helms-Burton, e o endurecimento das sanções.
Qual é o papel da Argentina na relação com Cuba do ponto de vista diplomático?
Argentina, sob o governo de Javier Milei, adotou uma postura crítica em relação ao regime cubano, denunciando as violações dos direitos humanos e o autoritarismo na ilha. Isso se reflete em sua política de não designar embaixadores em Cuba e em sua participação em fóruns internacionais.
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