EUA aumentam tarifas migratórias devido à inflação a partir de 2026

A partir de 2026, as tarifas migratórias nos EUA aumentarão anualmente pela inflação, de acordo com a Lei HR-1. Esses aumentos impactam milhares de migrantes, incluindo cubanos, elevando os custos de permissões e asilo.

Exemplo de residência permanente nos EUA.Foto © Facebook/Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA

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O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) anunciou nesta quinta-feira novos aumentos em várias tarifas de imigração a partir de 1º de janeiro de 2026, um ajuste por inflação que será aplicado anualmente sob a Lei HR-1, aprovada em 2025.

Embora o aumento pareça pequeno em termos percentuais, variando de 2 a 10 dólares dependendo do trâmite, ocorre em um momento especialmente difícil, pois é o terceiro aumento consecutivo que os migrantes enfrentam em menos de dois anos.

Para milhares de cubanos, que dependem da permissão de trabalho, do TPS, do asilo ou do parole para estabilizar suas vidas nos EUA, a notícia soa como um fardo a mais em uma escada que não para de subir.

A simples vista, o aumento anunciado para 2026 parece moderado. A licença de trabalho para requerentes de asilo ou TPS sobe de 550 para 560 dólares, e as renovações passam de 275 para 280 dólares. A solicitação de TPS aumenta de 500 para 510 dólares, e a taxa de asilo, atualmente suspensa por uma ordem judicial, sobe de 100 para 102 dólares.

Captura de tela

Mas este aumento chega sobre tarifas que já haviam sido disparadas em 2024 e 2025:

2024: o primeiro impacto

Foi o primeiro aumento desde 2016. O USCIS aumentou, por exemplo:

  • A residência permanente: de 1.225 a 1.440 dólares.
  • O permiso de trabalho: de 495 a 520 dólares (online custava 470).
  • A naturalização: de 640 a 710 dólares online, e até 760 em papel.

Além disso, sob a nova regra, a autorização de trabalho e a autorização de viagem deixaram de estar incluídas na tarifa de residência, aumentando o custo total para mais de 2.000 dólares.

2025: a etapa mais difícil

Com a aprovação da Lei HR-1 durante a administração Trump, veio o golpe maior:

  • As apelações migratórias passaram de 110 a 900 dólares.
  • A residência subiu para 1.500 dólares apenas pela aplicação.
  • O perdão I-601 ficou em 1.050 dólares.
  • Reabrir um caso na Corte agora custa 5.200 dólares.
  • Solicitar parole chegou a 1.000 dólares, uma taxa obrigatória ao receber a aprovação.

Incluso trâmites antes gratuitos, como partes do Parole in Place, deixaram de ter isenções.

O advogado Willy Allen o alertou então: “Quão caras as coisas vão ficar! Muitas pessoas vão perder seus asilos.”

Hoje, os aumentos de 2026 parecem ser a continuação dessa escalada.

USCIS confirma: os aumentos serão anuais

O aviso publicado no Registro Federal explica que a cada ano, a partir de 2026, as tarifas aumentarão automaticamente de acordo com a inflação, do período de julho de 2024 a julho de 2025 nesta ocasião, como exige a Lei HR-1.

Isso significa que o sistema migratório entrou em uma lógica de aumentos permanentes, onde os custos não dependem mais de estudos de tarifas a cada vários anos, mas sim do simples avanço do índice de preços.

Quem será afetado em 2026?

Os novos aumentos se aplicam a tramites como:

  • Permissão de trabalho para solicitantes de asilo, TPS ou parole (inicial e renovações).
  • Solicitação de TPS.
  • Solicitação de EAD vinculada ao parole ou ao re-parole.
  • Tarifa anual de asilo (se a ordem judicial for suspensa).

Não aumentam as tarifas de:

  • I-589 para solicitar asilo.
  • Renovações de EAD para solicitantes de asilo.
  • I-360 para menores imigrantes especiais.

O ano de 2026 apenas começa a se delinear, e já deixa claro que se regularizar custará mais. E que, após dois anos de aumentos significativos, qualquer cifra adicional pesa o dobro nos bolsos, e na esperança, daqueles que tentam construir uma nova vida nos Estados Unidos.

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