Já está em Miami! Assim chegou José Daniel Ferrer após ser desterrado pelo regime cubano

José Daniel Ferrer chegou a Miami após ser desterrado pelo regime cubano. Ele foi recebido por congressistas cubano-americanos e dará uma coletiva de imprensa na Fundação Nacional Cubano-Americana.


O líder opositor cubano José Daniel Ferrer chegou a Miami nesta segunda-feira após ser desterrado pelo regime cubano.

O opositor excarcerado chegou com sua família ao Aeroporto Internacional de Miami (MIA), como foi possível ver em vários vídeos divulgados nas redes sociais.

Um amplo grupo de simpatizantes e jornalistas aguardava a chegada de Ferrer, que finalmente não saiu pela porta convencional do aeroporto, por questões de segurança.

O líder opositor foi recebido pelos congressistas cubano-americanos Carlos Gimenez e Mario Díaz-Balart, que compartilharam uma foto da recepção.

Ferrer dará uma coletiva de imprensa na Fundação Nacional Cubano Americana, segundo informou à imprensa seu irmão Luis Enrique.

Também o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado anunciou a chegada de Ferrer aos EUA.

"A incansável defesa da democracia e do bem-estar do povo cubano por José Daniel Ferrer é uma inspiração. Esperamos que, dos Estados Unidos, continue defendendo os direitos e as liberdades do povo cubano. Nos alegra que finalmente tenha se libertado da opressão do regime. Infelizmente, mais de 700 prisioneiros políticos permanecem injustamente detidos em Cuba. Instamos a comunidade internacional a se unir a nós na defesa dos direitos humanos em Cuba", se lê em um post de X.

Ferrer García saiu nesta segunda-feira, 13 de outubro, para Miami junto com sua família após um longo processo de negociações que culminou em seu exílio, conforme confirmou anteriormente nas redes sociais Luis Enrique Ferrer.

"Do presídio Mar Verde para o aeroporto de Santiago de Cuba. Desterrado meu valente irmão. Que o nosso Senhor os acompanhe no voo rumo à LIBERDADE, com o propósito de continuar a luta até alcançar a merecida LIBERDADE de todos os nossos PRESOS POLÍTICOS e nossa amada terra", confirmou também nas redes sociais Ana Belkis Ferrer, irmã do opositor.

"O regime cubano libertou e desterrou José Daniel Ferrer, líder da UNPACU. O opositor agora viaja em direção a Miami, confirmaram seus familiares ao Martí Noticias", informou nas redes sociais também o jornalista Mario J. Pentón.

O comunicador acrescentou que uma equipe consular da Embaixada dos Estados Unidos em Cuba acompanhou Ferrer e sua família em meio a um grande despliegue de agentes da polícia política.

A chegada do fundador da União Patriótica de Cuba (UNPACU) aos Estados Unidos marca o fechamento de um dos capítulos mais prolongados de perseguição política na ilha, e ocorre após mais de quatro anos de detenção e assédio por parte do regime.

A saída de Ferrer foi anunciada semanas depois de que, em uma carta datada de 10 de setembro de 2025, o opositor confirmasse sua decisão de aceitar o exílio como uma medida para proteger sua família, em meio a crescentes pressões da Segurança do Estado.

Naquela carta, divulgada da prisão, denunciou as tentativas do governo de “desacreditar a luta pela liberdade” e de manipular seu caso como parte de possíveis negociações entre Cuba, Estados Unidos e a Igreja Católica.

“Estou pronto para morrer, mas não para viver sem honra, sem dignidade”, assegurou então, descrevendo um panorama de isolamento, tortura psicológica e chantagens políticas.

A comunidade internacional acompanhou com preocupação sua situação, apontando as autoridades cubanas por violações sistemáticas dos direitos humanos.

O exílio forçado de Ferrer simboliza tanto a vulnerabilidade dos opositores dentro de Cuba quanto a persistência de uma luta que agora o opositor continuará do exterior.

Seu irmão Luis Enrique Ferrer García pediu aos cubanos em Miami que o recebam de braços abertos.

Minutos depois que Ferrer embarcou no avião que o levou a Miami junto com sua família, seu irmão convidou os cubanos a recebê-lo no terminal D do Aeroporto Internacional de Miami (MIA), onde ele deve estar chegando por volta da uma da tarde.

Perguntas frequentes sobre o desterro de José Daniel Ferrer

Por que José Daniel Ferrer foi desterrado de Cuba?

José Daniel Ferrer foi desterrado de Cuba pelo regime cubano como resultado de um longo processo de negociações e pressões internacionais. Esta medida se insere na estratégia do governo cubano de silenciar os opositores, forçando-os a sair do país sob o pretexto de solicitações externas e acordos diplomáticos. O desterro de Ferrer simboliza tanto a vulnerabilidade dos opositores em Cuba quanto sua luta persistente pela liberdade do exterior.

Como foi recebida a chegada de José Daniel Ferrer a Miami?

José Daniel Ferrer foi recebido calorosamente em Miami por um grupo de simpatizantes, jornalistas e congressistas cubano-americanos como Carlos Gímenez e Mario Díaz-Balart. Sua chegada foi vista como um ato de resistência e coragem, sendo considerado um "herói" por aqueles que apoiam sua causa. A comunidade internacional e diversas figuras públicas demonstraram sua solidariedade e apoio a Ferrer, destacando sua luta pelos direitos humanos e pela democracia em Cuba.

Qual tem sido a trajetória de José Daniel Ferrer na oposição cubana?

José Daniel Ferrer tem sido um destacado líder opositor em Cuba desde os anos noventa. Seu ativismo começou com sua participação no Movimento Cristiano Liberdade e no Projeto Varela. Ganhou notoriedade internacional durante a Primavera Negra de 2003, quando foi preso pelo regime cubano. Após sua liberação em 2011, fundou a União Patriótica de Cuba (UNPACU), tornando-se uma referência na dissidência interna. Ao longo dos anos, Ferrer enfrentou múltiplas prisões, campanhas de difamação e condições carcerárias desumanas, mantendo sempre seu compromisso com a luta pela liberdade e pelos direitos humanos na ilha.

O que representa o desterro de José Daniel Ferrer para a dissidência cubana?

O desterro de José Daniel Ferrer simboliza a repressão sistemática do regime cubano contra os opositores e a persistente luta pela liberdade e pelos direitos humanos na ilha. Apesar das adversidades e da perseguição, Ferrer continua sendo uma referência de resistência para muitos cubanos dentro e fora do país. Sua saída forçada para o exílio destaca a vulnerabilidade dos dissidentes em Cuba, mas também reforça seu compromisso de continuar lutando do exterior por uma Cuba livre e democrática.

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