Roberto Morales Ojeda visita a Venezuela em meio a crescentes tensões com os EUA.

A visita se insere no estreito vínculo político e estratégico entre Cuba e Venezuela, onde Havana mantém uma forte presença em áreas como saúde, segurança e inteligência, e ocorre em momentos em que ambos os regimes reforçam sua narrativa de unidade frente aos Estados Unidos.

Roberto Morales Ojeda (direita) chega à VenezuelaFoto © X/@DrRobertoMOjeda

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O dirigente cubano Roberto Morales Ojeda, membro do Buró Político e secretário de Organização do Comitê Central do Partido Comunista da ilha (PCC), iniciou nesta quinta-feira uma visita oficial à Venezuela, no meio de uma escalada de tensões entre Washington e Caracas.

Ex-ministro da Saúde Pública e um dos nomes que são mencionados como possível sucessor de Miguel Díaz-Canel, Morales Ojeda publicou na rede social X que chegou à Venezuela “para trazer ao seu bravo povo e ao seu legítimo Presidente Nicolás Maduro a solidariedade de Cuba”, e citou José Martí: “Deme Venezuela em que servirla”.

Agenda em Caracas

Durante sua primeira jornada, o dirigente cubano prestou homenagens a Simón Bolívar no Panteão Nacional e destacou a afinidade ideológica entre Havana e Caracas: “Como Martí, seu continuador, somos bolivarianos e abraçamos com força o ideal integracionista”, escreveu.

A visita se insere no estreito vínculo político e estratégico entre Cuba e Venezuela, onde Havana mantém uma forte presença em áreas como saúde, segurança e inteligência, e ocorre em momentos em que ambos os regimes reforçam sua narrativa de unidade frente aos Estados Unidos.

Contexto regional

O viajante ocorre dias após o presidente americano Donald Trump ter anunciado que forças militares de seu país afundaram várias embarcações provenientes da Venezuela, supostamente ligadas ao narcotráfico no mar do Caribe.

O regime de Nicolás Maduro negou os fatos e qualificou as imagens divulgadas por Washington como “propaganda americana”, acusando a administração Trump de fabricar incidentes para justificar mais sanções e operações militares na região.

E como tem sido habitual, o regime de Havana fez declarações condenando a atuação do governo Trump. No último domingo, o chanceler Bruno Rodríguez denunciou um “assalto ilegal” de forças militares estadounidenses contra um barco pesqueiro venezuelano, em águas da Zona Econômica Exclusiva da nação sul-americana.

Perguntas frequentes sobre a visita de Roberto Morales Ojeda à Venezuela e o contexto político atual

Qual é o propósito da visita de Roberto Morales Ojeda à Venezuela?

A visita de Roberto Morales Ojeda à Venezuela tem como propósito expressar a solidariedade de Cuba em relação ao governo de Nicolás Maduro. Morales Ojeda, membro do Birô Político e secretário de Organização do Partido Comunista de Cuba, busca reforçar os laços políticos e estratégicos entre ambos os países em um momento de tensão com os Estados Unidos.

Por que a relação entre Cuba e Venezuela é tão importante para os dois países?

A relação entre Cuba e Venezuela é crucial devido aos seus interesses políticos e estratégicos compartilhados. Ambos os países apoiam-se mutuamente em áreas como saúde, segurança e inteligência, e compartilham uma ideologia antiimperialista em relação aos Estados Unidos. Esse vínculo lhes permite enfrentar as sanções e pressões internacionais, mantendo uma narrativa de resistência conjunta.

Quais tensões existem atualmente entre os Estados Unidos e os governos de Cuba e Venezuela?

As tensões entre os Estados Unidos e os governos de Cuba e Venezuela concentram-se em acusações de narcotráfico e movimentos militares. Os Estados Unidos desplugaram forças navais no Caribe, alegando a luta contra o narcotráfico, enquanto Cuba e Venezuela veem isso como uma manobra de pressão e intimidação. Além disso, os EUA aumentaram a recompensa pela captura de Nicolás Maduro, elevando as fricções com ambos os países.

Que papel desempenha Roberto Morales Ojeda no governo cubano e que futuro político se vislumbra para ele?

Roberto Morales Ojeda é um alto funcionário do Partido Comunista de Cuba e se destaca como um possível sucessor de Miguel Díaz-Canel. Sua carreira tem sido marcada pela obediência e funcionalidade dentro do regime, e atualmente ocupa o cargo de secretário de Organização do Comitê Central do PCC. Apesar da sua falta de carisma, Morales Ojeda poderia herdar o poder devido à escassez de alternativas dentro do sistema político cubano.

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