EUA emitem alerta a funcionários vinculados ao tráfico de médicos cubanos

Washington advertiu que continuará agindo contra aqueles que participarem do esquema de exportação de médicos cubanos, que considera coercitivo e explorador.

Médicos cubanos da missão no Brasil (Imagem de referência)Foto © Periódico Trabajadores

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Os Estados Unidos reafirmaram nesta quinta-feira seu compromisso de tomar medidas contra pessoas envolvidas no sistema de exportação de profissionais de saúde cubanos, que qualificam como um mecanismo de exploração e trabalho forçado que beneficia economicamente o governo da ilha.

Em mensagens publicadas nesta quinta-feira na rede social X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA qualificou o programa brasileiro Mais Médicos como “uma fraude diplomática” que explorou médicos cubanos, enriqueceu o “corrupido regime cubano” e foi encoberta por funcionários brasileiros e ex-dirigentes da Organização Pan-Americana da Saúde.

“Não há dúvida: os Estados Unidos continuarão responsabilizando todas as pessoas envolvidas neste esquema coercitivo de exportação de mão de obra médica”, afirmou.

A oficina também avisou que Washington “não permanecerá em silêncio” enquanto o Governo cubano “enriquece injustamente” por meio deste sistema.

Adicionou que continuará agindo contra qualquer um que seja responsável ou esteja envolvido na retenção de passaportes e no roubo de salários de profissionais cubanos, até que tais práticas cessem.

Os Estados Unidos mantêm há anos sanções e restrições contra funcionários, intermediários e entidades estatais cubanas que participam da gestão de brigadas médicas no exterior, argumentando que constituem uma forma de trabalho forçado e violam direitos trabalhistas básicos.

Estas novas advertências do governo dos Estados Unidos ocorrem poucas horas após o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciar que Washington imporá restrições de visto a vários funcionários governamentais de Cuba, assim como de países africanos e de Granada, por sua participação em um esquema de trabalho forçado vinculado à exportação de serviços médicos cubanos.

Rubio disse ainda que imporá sanções migratórias contra vários funcionários do governo do Brasil e ex-diretores da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) por sua implicação no programa Mais Médicos, que operou com pessoal cubano sob o que Washington chamou de um sistema de trabalho esclavista.

No entanto, em meio a esses anúncios, Havana afirmou que continuaria enviando brigadas médicas ao exterior, o que foi denunciado por organismos internacionais como uma fonte de financiamento do regime.

Perguntas frequentes sobre o tráfico de médicos cubanos e as sanções dos EUA.

Por que os Estados Unidos consideram o programa Mais Médicos uma "fraude diplomática"?

Os Estados Unidos qualificam o programa Mais Médicos como uma "fraude diplomática" por considerarem que explora os médicos cubanos, enriquece o regime cubano e está encoberto por funcionários brasileiros e da Organização Pan-Americana da Saúde. Washington sustenta que este programa opera sob condições de trabalho forçado que violam os direitos trabalhistas básicos.

Quais medidas estão sendo tomadas pelos Estados Unidos contra os envolvidos no tráfico de médicos cubanos?

Os Estados Unidos estão impondo sanções migratórias e restrições de visto a funcionários de vários países, incluindo o Brasil e Cuba, que estão envolvidos no esquema de exportação de pessoal médico cubano. Essas medidas visam responsabilizar aqueles que participam do que Washington descreve como "trabalho forçado" e "explotação laboral" de médicos cubanos.

Como responde o regime cubano às sanções dos EUA pelo programa de exportação de médicos?

O regime cubano declarou que continuará enviando brigadas médicas ao exterior, apesar das sanções impostas pelos Estados Unidos. Qualifica essas sanções como uma "imposição e agressão", e defende suas missões médicas como "absolutamente legítimas", afirmando que "salvam vidas e aliviam comunidades" em muitos países.

Qual é o impacto econômico das missões médicas cubanas para o regime de Havana?

O regime cubano obtém mais de 4.900 milhões de dólares por ano com as missões médicas, segundo denúncias do Governo dos Estados Unidos. Washington acusa Havana de reter grande parte do salário dos médicos e de utilizá-los como ferramenta de influência política e fonte de receita, em condições que violam padrões trabalhistas internacionais.

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