O empresário e multimilionário americano Palmer Luckey, fundador da empresa de defesa Anduril Industries e criador do Oculus VR, lançou a polêmica proposta de transformar a Base Naval de Guantánamo, em Cuba, em uma cidade futurista ao estilo de Cingapura.
A ideia, publicada em sua conta oficial do X (antes Twitter), inclui transformar o enclave militar em um centro econômico e tecnológico denominado “Liberty City”.
“Estados Unidos deveria expandir imediatamente nossa base naval na Baía de Guantánamo e transformá-la em Liberty City, uma Cingapura americana no Caribe”, escreveu Luckey.
Segundo explicou, ali poderiam ser desenvolvidas indústrias como a construção naval, fabricação de armamentos, lançamentos espaciais próximos ao equador, refinação de energia, e mais, tudo em um ambiente paradisíaco.
A base militar naval estadunidense possui uma posição privilegiada em beleza, localizada no coração da Grande Bacia do Caribe, conhecida como o Mediterrâneo americano.
Luckey foi ainda mais provocador ao propor que "qualquer cubano que conseguir chegar a esta cidade —nadando, correndo, de barco ou bicicleta— receba asilo e permissão de trabalho para ajudar na construção do megaproyecto".
"Ao arrancar ao Partido Comunista trabalhadores em áreas críticas como a geração elétrica e o poder militar, aceleramos a mudança de regime. Liberty City será a primeira peça do dominó", afirmou.
Palmer Luckey, de 29 anos, ganhou fama ao vender a Oculus VR para o Facebook por 2 bilhões de dólares em 2014.
No entanto, foi expulso do Silicon Valley em 2017 devido ao seu apoio a Donald Trump e suas ideias conservadoras.
Desde então, ele se tornou um poderoso empresário do setor de defesa, liderando a Anduril Industries, uma startup que desenvolve tecnologias de vigilância, inteligência artificial e armamento autônomo.
A Anduril já fechou contratos multimilionários com o Departamento de Defesa dos EUA, fornecendo desde torres de vigilância na fronteira com o México até sistemas de defesa contra drones.
Sua empresa foi reconhecida como um jogador chave na modernização militar, desafiando contratantes tradicionais como a Lockheed Martin e a Northrop Grumman.
A ideia de transformar a Base de Guantánamo —um local historicamente polêmico pelo seu uso como prisão militar e seu status extraterritorial na ilha de Cuba sem o consentimento do regime— não apenas visa dinamizar a economia americana na região, mas também transmitir uma mensagem geopolítica forte contra o regime cubano.
Históricamente, o governo cubano tem exigido aos EUA a devolução da base, que considera um território ilegalmente ocupado desde o início do século passado. A instalação, localizada no leste do país, possui status de arrendamento perpétuo para os Estados Unidos desde 1903.
Arquivado em:
