“Não são empresas, são mecanismos de repressão”: EUA sobre GAESA, CIMEX e FINCIMEX

“Os conglomerados militares do regime controlam a economia de Cuba: GAESA, CIMEX e FINCIMEX. Estas não são empresas, são mecanismos de repressão”, escreveu a entidade americana.

Militares cubanosFoto © Granma

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos lançou nesta quinta-feira uma nova mensagem crítica contra o regime cubano, acusando seus conglomerados militares de serem instrumentos de controle e repressão, e não verdadeiras entidades econômicas.

Em uma publicação em sua conta oficial no X (anteriormente Twitter), a Oficina de Assuntos do Hemisfério Ocidental (Bureau of Western Hemisphere Affairs, @WHAAsstSecty) afirmou que os militares e o aparato de inteligência de Cuba “negam ao povo cubano a oportunidade de ter sucesso”, enquanto mantêm um rígido controle sobre a economia nacional.

“Os conglomerados militares do regime controlam a economia de Cuba: GAESA, CIMEX e FINCIMEX. Não são empresas, são mecanismos de repressão”, escreveu a entidade estadunidense.

“La dictadura crea negocios a través de sus conglomerados militares y mantiene los ingresos solo para su campaña de represión contra el pueblo cubano. Cada dólar gastado a través de ellos sostiene su poder ilegítimo”, añadió.

As declarações se somam a uma série de mensagens recentes de Washington nas quais os Estados Unidos têm intensificado seu discurso contra o castrismo, apontando diretamente para as estruturas econômicas controladas pelas Forças Armadas como a base financeira da repressão interna.

O Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), dirigido por militares vinculados ao clã de Raúl Castro, controla setores-chave como turismo, comércio varejista, bancos e remessas.

Através de filiais como CIMEX e FINCIMEX, o regime canaliza boa parte das divisas que entram no país.

Pese a los intentos de La Habana por presentarlas como corporaciones “civiles”, GAESA y sus subsidiarias están bajo sanciones del Departamento do Tesouro dos EUA., que las considera parte del entramado represivo del régimen.

A administração de Donald Trump, que retornou à Casa Branca em janeiro, reforçou sua política em relação a Cuba, buscando isolar economicamente os conglomerados militares e reduzir sua influência no hemisfério.

Esta estratégia se insere dentro de uma nova abordagem de segurança regional, impulsionada pelo secretário de Estado Marco Rubio, que visa diretamente os governos autoritários aliados do regime cubano.

O mensagem do Departamento de Estado chega também na véspera da votação anual na Assembleia Geral da ONU sobre o embargo americano, onde o regime costuma se vitimizar e culpar Washington por sua crise interna.

Em outras declarações recentes, o governo dos Estados Unidos lembrou que Cuba pode importar livremente alimentos, medicamentos e produtos humanitários dos EUA., o que desmente o argumento oficialista do “bloqueio total”.

“O verdadeiro bloqueio é o do próprio regime em relação ao seu povo”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.

Com uma economia à beira do colapso e o descontentamento social em aumento, Havana enfrenta cada vez mais dificuldades para sustentar sua narrativa internacional.

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