Soldado da Brigada da Fronteira em Guantânamo sofre grave acidente

O soldado teria perdido um braço devido a um acidente na Brigada da Fronteira em Guantánamo; foi transferido de urgência de helicóptero para o Hospital Militar “Joaquín Castillo Duany”, em Santiago de Cuba. As Forças Armadas não divulgaram informações oficiais sobre o incidente e o estado de saúde do ferido.

Brigada da Fronteira em Guantánamo (imagem de referência)Foto © Radio Guantánamo

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Um soldado da Brigada da Fronteira em Guantánamo teria perdido um braço devido a um acidente que ocorreu nesta terça-feira enquanto cumpria funções dentro da unidade militar, no leste de Cuba, segundo relatórios não oficiais.

Devido à gravidade dos ferimentos, o jovem soldado foi transferido com urgência de helicóptero para o Hospital Militar “Joaquín Castillo Duany”, em Santiago de Cuba, de acordo com fontes às quais teve acesso o comunicador Yosmany Mayeta Labrada, que divulgou a exclusividade.

Captura de Facebook/Yosmany Mayeta Labrada

Según o relatório, o incidente ocorreu no Batalhão do Oeste da Brigada da Fronteira, um corpo das Forças Armadas cubanas composto por soldados que cumprem o Serviço Militar, obrigatório para os jovens do sexo masculino. A unidade é vizinha da Base Naval dos Estados Unidos em Guantánamo.

Até o momento, não foram feitas declarações oficiais sobre as causas do acidente nem sobre o estado atual do soldado, embora se saiba que seu prognóstico é delicado”, destacou Mayeta na nota publicada em suas redes sociais.

Ainda não foi divulgado o nome do jovem ferido.

Este trágico evento se une a graves incidentes reportados em unidades militares do país, que provocaram ferimentos ou a morte de jovens recrutas, além de oficiais. Esses fatos expuseram a falta de segurança nas instalações das FAR, além da ausência de transparência do regime ao informar sobre as causas e circunstâncias em que ocorrem.

Sólo em 2025, pelo menos 13 jovens morreram enquanto cumpriam o Serviço Militar Ativo, exigência obrigatória imposta pelo regime aos homens a partir dos 17 anos.

O incidente do ano foi marcado por uma tragédia. Explosões em um armazém militar na localidade de Melones, no município de Rafael Freyre, em Holguín, deixaram um saldo de 13 pessoas falecidas, nove soldados (recrutas) e quatro oficiais. O governo cubano ainda não prestou esclarecimentos sobre as causas e responsáveis pela tragédia que ceifou tantas vidas jovens e deixou dezenas de famílias de luto.

Quatro meses depois, o jovem Léster Álvarez supostamente tirou a própria vida enquanto cumpria o Serviço Militar na prisão de Ariza, na província de Cienfuegos.

Em julho, um jovem de 18 anos, oriundo da comunidade El Gabriel, no município de Quivicán, em Mayabeque, faleceu também na unidade militar onde prestava Serviço, em circunstâncias que geraram uma profunda onda de indignação e dor entre familiares e pessoas próximas.

Apenas transcorrido um mês, Antonio Rassi, de 18 anos, perdeu a vida na Unidade Militar El Calvario, em Havana, supostamente em decorrência de uma autolesão. Sua mãe, Mercedes Roque, exigiu publicamente uma investigação transparente e responsabilidades dos oficiais da unidade onde os fatos ocorreram.

Também em agosto , um jovem de 19 anos de Avila, enquanto cumpria o Serviço Militar na unidade de El Morro, em Havana.

Nos últimos dias, tornou-se pública a denúncia de Alberto Horrutinier Sánchez, pai de Yorgenis Horrutinier Rodríguez, de 18 anos, que quase perdeu completamente a visão após receber um disparo acidental durante uma prática de tiro do Serviço Militar em Havana.

Nos últimos anos, as vítimas deste programa obrigatório do regime cubano aumentaram, seja por acidentes, doenças não tratadas a tempo, suicídios ou abusos nas unidades militares.

Perguntas frequentes sobre acidentes e o Serviço Militar em Cuba

O que aconteceu com o soldado da Brigada da Fronteira em Guantánamo?

O soldado sofreu um grave acidente que resultou na perda de um braço enquanto desempenhava funções na unidade militar. Foi transferido com urgência para o Hospital Militar “Joaquín Castillo Duany” em Santiago de Cuba.

Por que se critica o Serviço Militar Obrigatório em Cuba?

O Serviço Militar Obrigatório em Cuba tem sido fortemente criticado devido à falta de segurança e transparência nas unidades militares, o que resultou em acidentes, doenças e mortes de jovens soldados. Além disso, há denúncias de maus-tratos e negligência médica que agravam a situação.

Quais foram alguns dos incidentes graves em unidades militares cubanas em 2025?

Em 2025, foram relatadas várias tragédias, incluindo a explosão em um armazém militar em Melones, Holguín, que deixou 13 mortos, e múltiplos casos de jovens falecidos em circunstâncias suspeitas durante o Serviço Militar Obrigatório. Esses incidentes desencadearam protestos e exigências por uma investigação transparente por parte dos familiares.

Qual é a posição do governo cubano em relação a essas tragédias no Serviço Militar?

O governo cubano costuma manter um hermetismo significativo em relação aos acidentes e mortes no Serviço Militar, o que gera indignação e desconfiança entre os familiares das vítimas e a população em geral. As declarações oficiais são escassas e frequentemente não abordam as causas nem as medidas para prevenir futuros incidentes.

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