Brutal assassinato de jovem mãe em Matanzas: O agressor já foi detido

O crime ocorreu no município de Limonar.

A vítima de feminicídio (i) e seu assassino (d)Foto © Collage redes sociais

Uma jovem mãe de 24 anos, identificada como Melissa Rivero, foi violada e assassinada no município de Limonar, em Matanzas.

Além de abusar sexualmente de Melissa, seu agressor -que não era nem ex-parceiro da vítima, embora fosse conhecido- roubou seus pertences.

O perfil oficialista nas redes “Con todos la victoria” informou sobre o caso nas últimas horas e indicou que o suposto assassino da jovem já foi capturado pelas autoridades.

O feminicida se chama Noslan Chapell Drake.

“O corpo sem vida da jovem de 24 anos foi encontrado entre a vegetação da estrada conhecida como La Torre no conselho Popular Fructuoso Rodríguez, o que deu início a uma profunda investigação que resultou no esclarecimento do caso em breve tempo”, noticiou o perfil mencionado.

"O assassino, com uma flagrante falta de compaixão e respeito pela vida, após provocar a morte e abusar dela, roubou as roupas que ela vestia e as vendeu", acrescentou a fonte oficialista.

“Con todos la victoria” concluiu indicando que as autoridades trabalham para que Noslan Chapell “responda com todo o rigor possível perante a lei”.

Captura do Facebook/Com Todos a Vitória

Embora a fonte oficial não tenha identificado a vítima pelo nome, amigos, familiares e fontes próximas confirmaram que se chamava Melissa Rivero e que era mãe de uma criança pequena, de cerca de três anos.

Segundo versões não oficiais que circulam no Facebook sobre o que aconteceu, a jovem estava a caminho do trabalho de bicicleta quando foi estuprada e afogada pelo agressor.

Seu corpo teria sido encontrado à beira de um riacho perto de sua casa, na área da Fazenda "La Esperanza".

Noslan Chapell é do povoado rural Limones, no município de Colón, e é conhecido como “Manicato” ou “Maní”.

Segundo o relatório no Facebook de uma internauta com conhecimento do caso o assassino era um amigo da ex-parceira de Melissa, "visitava a casa dela" e até teria participado da busca pela jovem.

"Até tão cínico que passou o tempo todo a procurando junto às outras pessoas”, escreveu Belkis González.

“Também foram encontradas suas impressões digitais no local do crime, que havia sido limpo há poucos dias, então já estava tudo planejado”, concluiu a fonte.

Captura de Facebook

Até o fechamento desta nota, plataformas feministas não se pronunciaram sobre o caso.

Em 2024, 76 mulheres foram vítimas de feminicídio em Cuba, às mãos de seus parceiros, ex-parceiros ou outras pessoas, conforme revelou o regime da ilha em um relatório oficial recente sobre a violência de gênero extrema contra o sexo feminino.

O Observatório de Cuba sobre Igualdade de Gênero (OCIG), entidade vinculada ao governo cubano, tornou pública a cifra referindo-se à quantidade de mulheres de 15 anos ou mais que foram “vítimas de homicídio intencional (assassinato)” por razões de gênero, sem mencionar em nenhum momento o termo feminicídio.

A cifra é muito maior do que o subregistro que levam as plataformas feministas independentes Observatório de Gênero de Alas Tensas e Yo Sí Te Creo en Cuba, que documentaram 56 feminicídios no ano anterior, segundo o relatório anual publicado pela OGAT.

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