
Vídeos relacionados:
Em um novo ato repressivo, agentes da Segurança do Estado cubano prenderam nesta quarta-feira na via pública Berta Soler, líder da organização oposicionista Damas de Blanco, assim que saiu de sua residência localizada no bairro de Lawton, Havana.
A detenção ocorreu quando Soler se dirigia a uma recepção organizada pela Embaixada dos Estados Unidos em Havana em comemoração ao Dia da Independência desse país, no próximo 4 de julho.
En Facebook, seu esposo, o ex-preso político Ángel Moya Acosta, informou sobre a detenção e denunciou que desde as primeiras horas da manhã de hoje foi realizado um forte operativo repressivo ao redor da sede das Damas de Blanco, que também é a casa de Soler.
Este lugar é objeto de constante vigilância e tem sido cenário de numerosas detenções arbitrárias e atos de repúdio por parte das forças do regime comunista cubano.
Além disso, a detenção de Soler se insere em uma prática comum do regime, que recorre ao seu aprisionamento para silenciar seu ativismo e o de sua organização.
Este novo ato ocorre em um contexto de crescente tensão, marcado pelo medo de possíveis protestos devido à proximidade do 11 de julho (11J), aniversário da explosão social de 2021 que abalou o país e expôs o descontentamento popular com o governo.
Em abril, Soler participou da missa de Domingo de Ramos na igreja de Santa Rita, em Havana, acompanhada pelo chefe da Embaixada dos Estados Unidos em Cuba, Mike Hammer. Naquela ocasião, sua participação foi possível apesar do enésimo operativo repressivo também nos arredores da sede em Lawton.
A organização Damas de Branco e Soler, vencedora do Prêmio Sájarov do Parlamento Europeu, sente continuamente a repressão do governo cubano pelo seu ativismo pacífico em prol da liberdade dos presos políticos e dos direitos humanos na ilha.
Perguntas frequentes sobre a detenção de Berta Soler em Cuba
Por que Berta Soler foi detida em Havana?
Berta Soler foi detida por agentes da Segurança do Estado cubano quando estava a caminho de uma recepção organizada pela Embaixada dos Estados Unidos em Havana. Esta detenção é parte de uma prática sistemática do regime para silenciar seu ativismo e o das Damas de Branco, organização que lidera e que defende a liberdade dos presos políticos em Cuba.
Qual é o contexto de repressão contra as Damas de Branco em Cuba?
As Damas de Branco têm sido alvo de repressão constante desde sua fundação em 2003. Este coletivo enfrenta vigilância, detenções arbitrárias e violência por parte do governo cubano devido ao seu ativismo pacífico em defesa dos direitos humanos e da liberdade dos presos políticos. Apesar desses desafios, continuam seu trabalho e receberam reconhecimento internacional, como o Prêmio Sájarov à Liberdade de Consciência concedido pelo Parlamento Europeu em 2005.
Como reagiu a comunidade internacional à repressão em Cuba?
A comunidade internacional, incluindo a Embaixada dos Estados Unidos em Cuba, expressou sua preocupação com a repressão na ilha. O chefe da Embaixada dos EUA, Mike Hammer, tem se reunido com líderes da oposição e ativistas de direitos humanos para mostrar apoio e denunciar as violações em Cuba. Organizações internacionais também chamaram pela cessação da repressão sistemática contra aqueles que exercem seus direitos pacificamente.
Arquivado em: