Mike Hammer, chefe da Embaixada dos EUA, visita o túmulo de José Martí em Santa Ifigênia

Mike Hammer, chefe da Embaixada dos EUA em Cuba, visitou a tumba de José Martí em Santa Ifigenia e se reuniu com familiares de presos políticos e líderes religiosos em Santiago e Guantánamo.


Mike Hammer, o chefe da Embaixada dos EUA em Cuba, visitou neste fim de semana o túmulo de José Martí em Santa Ifigenia na véspera do 130º aniversário de sua morte em combate.

A sede diplomática divulgou um vídeo da visita de Hammer à importante necrópole, com uma narração do diplomata citando Martí.

"Este fim de semana visitei em Santiago de Cuba o Cemitério de Santa Ifigênia, onde está a tumba do apóstolo da pátria José Martí, e no 130º aniversário de seu falecimento em combate, é importante recordar suas palavras: 'O respeito à liberdade e ao pensamento alheio, ainda que de pessoas mais infelizes, é em mim fanatismo; se eu morrer ou me matarem, será por isso', disse Hammer."

O diplomata americano continuou neste fim de semana em Santiago de Cuba e Guantánamo seu percurso pelas cidades cubanas, visitando familiares de presos políticos, representantes da sociedade civil e religiosos.

Em Palma Soriano, compartilhou suas “duras experiências” com “o pastor Lorenzo Rosales Fajardo e outros que, como ele, foram encarcerados injustamente no 11J, famílias de presos políticos e representantes da sociedade civil”.

Além disso, em Santiago de Cuba, reuniu-se com o padre Camilo de la Paz Salmón, e em Guantánamo com o bispo Silvano Pedroso.

Esta semana, Hammer se reuniu com a esposa do preso político e líder da UNPACU José Daniel Ferrer, a doutora Nelva Ortega, a quem qualificou como uma “mulher forte e comprometida com a sua comunidade”.

“José Daniel deve ser liberado, assim como todos os demais prisioneiros políticos”, afirmou a sede diplomática.

A visita faz parte de uma agenda mais ativa por parte do diplomata americano, que intensificou seus encontros com opositores, familiares de prisioneiros políticos e membros da comunidade cubana desde sua chegada a Havana em novembro de 2024.

O diplomata também teve uma conversa com Estrella Gell, mãe do jovem preso político Iam Gámez Gell, atualmente sob prisão domiciliar.

Com uma trajetória de mais de 35 anos no serviço exterior, Mike Hammer assumiu seu cargo como Chefe de Missão em Havana em novembro de 2024, substituindo Benjamin G. Ziff. Antes de sua chegada a Cuba, Hammer desempenhou um papel fundamental como Enviado Especial para o Chifre da África.

Durante sua carreira diplomática, foi embaixador no Chile e na República Democrática do Congo, além de ter ocupado cargos de alta responsabilidade no Departamento de Estado e no Conselho de Segurança Nacional.

Com raízes na América Latina —onde viveu em países como Honduras, El Salvador, Colômbia, Venezuela e Brasil— Hammer fala espanhol fluentemente, assim como francês e islandês, e é reconhecido por seu profundo conhecimento da região.

Desde sua chegada a Cuba, o diplomata tem realizado encontros com destacadas figuras da dissidência, como a intelectual Alina Bárbara López Hernández e as ativistas Berta Soler e Martha Beatriz Roque.

O regime de Havana o acusou de se comportar como um ativista que incita à subversão.

Perguntas frequentes sobre a visita de Mike Hammer a Cuba e sua atividade diplomática

Qual foi o motivo da visita de Mike Hammer à tumba de José Martí?

Mike Hammer, chefe da Embaixada dos EUA em Cuba, visitou o túmulo de José Martí em Santa Ifigenia para comemorar o 130º aniversário de sua morte em combate. Durante a visita, recordou as palavras de Martí sobre a liberdade e o respeito ao pensamento alheio, destacando seu legado como um lutador pela justiça e pelos direitos humanos.

Quais atividades Mike Hammer realizou durante sua visita a Santiago de Cuba e Guantánamo?

Durante sua estada em Santiago de Cuba e Guantánamo, Mike Hammer se reuniu com familiares de presos políticos, representantes da sociedade civil e líderes religiosos. Entre eles, compartilhou experiências com o pastor Lorenzo Rosales Fajardo e se encontrou com o padre Camilo de la Paz Salmón e o bispo Silvano Pedroso. Essas ações fazem parte de sua agenda de apoio à dissidência e aos direitos humanos em Cuba.

Como tem sido a interação de Mike Hammer com a dissidência cubana?

Mike Hammer intensificou seus encontros com opositores e familiares de prisioneiros políticos desde sua chegada a Cuba. Ele tem realizado reuniões com figuras proeminentes da dissidência, como José Daniel Ferrer e as ativistas Berta Soler e Martha Beatriz Roque, demonstrando o compromisso dos Estados Unidos com as liberdades fundamentais e condenando a perseguição política na ilha.

Qual tem sido a resposta do regime cubano diante das ações de Mike Hammer?

O regime de Havana acusou Mike Hammer de se comportar como um ativista que incita à subversão, em resposta às suas atividades diplomáticas na ilha. O governo cubano reagiu com uma postura confrontativa e intensificou a repressão contra a dissidência. Esta resposta reflete a tensão existente entre o discurso oficial cubano e as demandas cidadãs por maiores liberdades.

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