A Empresa Elétrica de Santiago de Cuba voltou a instalar uma lâmpada de iluminação pública que havia colocado para uma visita de Díaz-Canel ao povoado de Baire, e que assim que terminou o ato oficial, seus operários a levaram.
A empresa decidiu "retificar" após a publicação na CiberCuba de uma protesta de várias moradoras da localidade, que se confrontaram com os funcionários estatais porque estavam sendo deixadas novamente no escuro.
"Nova atualização, pessoal,! Colocaram a lâmpada de volta! E não só isso, todas as que foram retiradas neste povo voltarão. Muito obrigado a todos por compartilharem", anunciou no grupo Facebook "Revolico Baire" a usuária Ruth María.

Dias antes, Ruth divulgou um vídeo em que residentes de Baire, município de Contramaestre, criticavam a empresa por instalar uma lâmpada em um poste na rua 15 para iluminar o ato de Díaz-Canel, e depois das fotos habituais, os mesmos operários passaram a retirar a luminária.
A mulher esclareceu agora que não teve nenhum problema nem com a Polícia nem com a Segurança do Estado por sua publicação. "Apenas demonstrei que não se deve ficar calado diante de nenhuma injustiça, que é possível e que a voz do povo deve ser ouvida".
Vários afetados concordaram com ela.
"Aqui quem se queixa e denuncia nas redes sociais já está confirmado que é assim que se resolvem algumas coisas", expressou um jovem modelo.
"Assim é como deve ser, a maioria dos problemas que este país apresenta é pela falta de vergonha dos dirigentes", destacou uma laboratorista.
"Se ficarem em silêncio, ficarão sem lâmpadas", assegurou uma mulher.
Parece que não é a primeira vez que em Baire são instaladas lâmpadas e depois retiradas após um ato político. Segundo explicou um responsável pela instalação, que afirmou ter relação com o Exército, isso acontece toda vez que há uma atividade do Partido Comunista porque não há luminárias no país. Portanto, o poste de Baire não poderia ser iluminado novamente até que cheguem outras, supostamente do exterior, algo bastante improvável nas atuais circunstâncias de Cuba.
"Mentiras e mais mentiras. No final deu certo. Esses espaços informativos nas redes sociais são poderosos", comentou em uma publicação do Revolico um engenheiro.
"Meu Deus! Então a explicação que o rapaz deu era mentira?", questionou uma mulher.
"Viu como enganam o povo. E assim diziam que não havia mais lâmpadas, falta de respeito que são todos", apontou outra.
No dia da protesto, o responsável pela brigada encarregada de deixar a rua 15 de Baire sem luz esclareceu que não iriam levar o poste, mas sim "o que está dentro", ou seja, a luminária.
"Mas como nós vamos nos iluminar se retirarem essa lâmpada?", reivindicaram os afetados.
Segundo esclareceu o chefe de operações, eles mesmos determinaram que a lâmpada que estava anteriormente naquele canto tinha o transformador danificado.
A resposta oficial é que no país não têm luminárias. "As luminárias estão sendo retiradas quando se vai realizar um ato. Foi explicado aos delegados que temos determinadas propostas e não há lâmpadas para repor. Esta lâmpada vamos colocar agora em Los Negros e assim por diante. Infelizmente, estamos nessa situação. Precisamos recolhê-la e colocá-la novamente em outro ato", apontou o dirigente em tom conciliador.
Perguntas Frequentes sobre a Protesta e a Crise Energética em Baire, Cuba
Por que a Empresa Elétrica reinstalou as lâmpadas em Baire?
A Empresa Elétrica reinstalou as lâmpadas em Baire após a pressão popular e os protestos dos moradores que denunciaram a retirada das luminárias após a visita de Díaz-Canel. A visibilidade do caso nas redes sociais e na mídia influenciou essa decisão.
Como reagiram os vizinhos de Baire diante da retirada das lâmpadas?
Os moradores de Baire reagiram com indignação e protesto à retirada das lâmpadas, expressando seu descontentamento nas redes sociais. Criticaram a prática de instalar luminárias apenas para atos oficiais e depois retirá-las, deixando-os novamente na escuridão.
O que este incidente revela sobre a gestão do governo cubano?
Este incidente revela a falta de recursos e planejamento do governo cubano, que prioriza atos políticos em detrimento das necessidades básicas da população. Destaca também a crescente insatisfação popular e o poder das redes sociais para exercer pressão pública.
Qual é o papel das redes sociais na resolução de problemas em Cuba?
As redes sociais têm se mostrado um canal eficaz para visibilizar e pressionar pela resolução de problemas em Cuba. No caso de Baire, a denúncia pública em plataformas como o Facebook foi crucial para que as autoridades tomassem medidas e reinstalassem as lâmpadas.
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