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O USS Gerald R. Ford, o porta-aviões mais poderoso dos Estados Unidos e do mundo, entrou neste domingo em águas do Caribe com o objetivo de “combater as ameaças transnacionais” na região, em um contexto marcado pela crescente pressão de Washington sobre a Venezuela, conforme informou o chefe do Comando Sul dos EUA, o almirante Alvin Holsey.
De acordo com o comunicado divulgado pelo portal do próprio Comando Sul, Holsey afirmou que, “por meio de um firme compromisso e do uso preciso de nossas forças, estamos prontos para combater as ameaças transnacionais que buscam desestabilizar nossa região”.
O desdobramento do grupo de ataque do USS Gerald R. Ford responde a ordens do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e se enquadra nas diretrizes do presidente Donald Trump para desmantelar organizações criminosas transnacionais e contrarrestar narcoterroristas, com o argumento de defender a segurança do território americano e do hemisfério ocidental.
Holsey qualificou a operação como “um passo crítico” para reforçar a capacidade dos Estados Unidos de proteger a segurança do hemisfério ocidental e a do próprio país, por meio de uma presença militar reforçada na área de responsabilidade do Comando Sul.
O porta-aviões acompanhará a Unidade Expedicionária 22 a bordo do navio anfíbio USS Iwo Jima, como parte da operação militar denominada "Southern Spear" (Lança do Sul), uma campanha ligada à luta de Washington contra o narcotráfico originado na América Latina e que se desenvolve, além disso, em meio a um aumento das tensões com o governo da Venezuela.
El USS Gerald R. Ford é descrito pela Marinha dos Estados Unidos como a “plataforma de combate mais capaz, versátil e letal do mundo”.
Pode operar com cerca de 4.500 tripulantes e embarcar até 70 aeronaves, incluindo caças, helicópteros e outros meios aéreos.
Com mais de 335 metros de comprimento e propulsão nuclear, o porta-aviões incorpora um sistema de catapulta eletromagnética para a decolagem de aviões, radares avançados e reatores capazes de manter os motores em funcionamento de maneira contínua por longos períodos.
Durante seu período de testes, em 2021, o Gerald R. Ford foi submetido a três explosões submarinas de alta potência, conhecidas como “testes de choque a nível de navio”, projetadas para certificar sua capacidade de suportar impactos extremos e continuar operando em condições de combate.
O despliegue do Ford no Caribe ocorre em paralelo a movimentos navais dos Estados Unidos perto de Trinidad e Tobago e em um contexto de maior fricção com Caracas.
Desde o início da operação, as forças estadunidenses destruíram 20 embarcações e eliminaram 75 supostos narcoterroristas em ações no Caribe e no Pacífico, dentro do que Washington descreve como uma “ofensiva direta contra os cartéis latino-americanos”.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, explicou que o desdobramento busca “detectar, monitorar e interromper as atividades ilícitas que afetam a estabilidade da região”.
O Gerald R. Ford está acompanhado por oito navios de guerra, um submarino nuclear e aviões F-35, o que torna sua presença a maior demonstração de força americana na área desde a década de 2000.
Enquanto isso, o regime de Nicolás Maduro anunciou um “desdobramento massivo” de tropas, aeronaves e milicianos civis para responder ao que qualificou como uma “ameaça imperial”. Caracas afirma que defenderá “cada palmo do território venezuelano” diante de uma possível incursão estrangeira.
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