Carlos Giménez sobre a Venezuela: “Já está chegando…”

O congressista cubano-americano antecipa mudanças iminentes na Venezuela, aludindo a um possível fim do regime de Maduro. A região está em tensão diante do desdobramento militar dos EUA no Caribe.

Carlos Giménez e oficial das Forças Armadas dos EUA.Foto © X / @RepCarlos

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O congresista republicano Carlos A. Giménez voltou a agitar as redes com uma mensagem enigmática: “Todos já estão esperando... Já está chegando...”, disse o cubano-americano no X (antes Twitter).

Minutos depois, acrescentou outro tweet, com referências semelhantes à mudança de época e de regime, em uma mensagem clara ao Palácio de Miraflores e seu inquilino Nicolás Maduro: “Ventos de mudança se sentem. Tempos de mudança se aproximam”.

As frases, breves mas carregadas de intenção, chegam justamente quando o desdobramento militar dos Estados Unidos no mar do Caribe mantém em suspense os governos da região e a cúpula chavista em Caracas.

Desde há semanas, barcos de guerra e aeronaves estadounidenses se movem pelo Caribe sob a bandeira de uma “operação antinarcóticos”, embora a Casa Branca evite confirmar qualquer ação direta contra Maduro, a quem Washington continua apontando por vínculos com o narcotráfico e o terrorismo.

En Miami, Giménez tem sido uma das vozes mais firmes nessa cruzada. Há apenas alguns dias, assegurou que “algo vai acontecer” e que Maduro não chegaria ao Natal no poder. Mas desta vez não falou de política nem de operações militares, mas sim em uma linguagem que evocou esperança e fim de ciclo.

“Ya viene llegando” não é uma frase qualquer: é o verso mais lembrado do hino de Willy Chirino que, durante décadas, tem acompanhado os cubanos exilados como uma promessa de liberdade.

Quando Giménez a cita, ressoa não apenas na causa venezuelana, mas também na cubana. E os “ventos de mudança” que menciona remetem inevitavelmente ao tema de Scorpions, símbolo da queda do Muro de Berlim e do fim de uma era.

“Tiempos de mudança”, por sua vez, traz ecos de Bob Dylan e sua advertência de que os poderosos não podem deter o curso da história.

Assim, entre mensagens curtas e metáforas musicais, o congressista cubano-americano parece anunciar a iminência de uma virada histórica. Em Washington, fala-se em movimentos “iminentes” e fontes de inteligência afirmam que o relógio do chavismo está se aproximando de zero.

Desde Caracas, Maduro responde com discursos de resistência e ordens de mobilização militar. Mas no Caribe já sopram os ventos —e como escreveu Giménez—, “já todo mundo está esperando... já está chegando”.

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