Carlos Giménez pede a Trump para retirar a imunidade da OPS por tráfico de médicos cubanos

Gimenez denuncia que o regime de Havana confiscou a maior parte dos salários dos profissionais de saúde, reteve seus documentos de viagem e os manteve sob vigilância.

Funcionários da OPS com o ministro cubano da Saúde (referencial)Foto © OPS

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O congressista republicano Carlos A. Giménez (R-FL) solicitou formalmente ao presidente Donald Trump que revogasse a imunidade da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) por sua suposta participação no tráfico e exploração de mais de 10.000 médicos cubanos enviados ao Brasil sob o programa Mais Médicos.

Em uma carta enviada à Casa Branca, Giménez agradeceu o apoio de Trump à comunidade cubano-americana e denunciou que a OPS atuou como intermediária financeira em um esquema que qualificou de “tráfico de pessoas e trabalho forçado”.

Através desse esquema, o regime de Havana confiscou a maior parte dos salários dos profissionais de saúde, reteve seus documentos de viagem e os manteve sob vigilância.

“Hoje, instei o presidente @POTUS a revogar a imunidade da OPS por seu papel no tráfico e exploração de mais de 10.000 médicos cubanos enquanto enchia os bolsos de dólares americanos. Espero trabalhar em estreita colaboração com a Administração Trump para responsabilizar o regime de Castro e seus cúmplices”, destaca a carta.

Denúncia de que “entre 2013 e 2018, a OPS transferiu mais de 2,3 bilhões de dólares do Brasil para o regime cubano, retendo pelo menos 129 milhões de dólares para si mesma”.

Añadiu que a organização com sede em Washington invocou imunidade diplomática para evadir a justiça americana e descumpriu ordens judiciais e compromissos de investigação.

O congressista pediu a Trump que emita uma ordem executiva que limite a imunidade da OPS sob a Lei de Imunidades de Organizações Internacionais (IOIA), mas apenas em relação ao programa Mais Médicos, de forma que as vítimas possam apresentar reivindicações em tribunais dos Estados Unidos.

“Esta ação não interromperia operações legítimas de saúde pública, mas garantiria que os médicos cubanos vítimas de tráfico pudessem buscar justiça”, pontuou.

A petição de Giménez ocorre apenas dias depois que o Departamento de Estado dos EUA advertiu que continuará agindo contra funcionários cubanos, brasileiros e ex-diretores da OPS vinculados a esse programa, que foi qualificado como uma “fraude diplomática” e um esquema de exploração trabalhista.

O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou recentemente restrições de visto e sanções migratórias àqueles que tenham facilitado esse sistema, enquanto Havana insiste em continuar enviando brigadas médicas ao exterior, o que constitui uma de suas principais fontes de renda.

Por sua parte, o regime de Havana respondeu com críticas contundentes a Giménez e aos congressistas cubano-americanos nos EUA, a quem acusa de serem anexionistas, enquanto defende suas chamadas missões médicas em terceiros países, as quais têm sido objeto de escrutínio sem que o regime apresente documentos ou provas dos polêmicos contratos.

Perguntas frequentes sobre a denúncia de Carlos Giménez contra a OPS e o tráfico de médicos cubanos

Por que Carlos Giménez solicita a Trump que revogue a imunidade da OPS?

Carlos Giménez pede a revogação da imunidade da OPS devido à sua suposta participação no tráfico e exploração de mais de 10.000 médicos cubanos no Brasil sob o programa Mais Médicos. Segundo Giménez, a OPS atuou como intermediário financeiro em um esquema de tráfico de pessoas e trabalho forçado, retendo milhões de dólares que deveriam ir para os médicos cubanos.

Quais ações os Estados Unidos tomaram contra o regime cubano devido às missões médicas?

Estados Unidos tem tomado várias medidas contra o regime cubano, incluindo restrições de visto e sanções migratórias direcionadas a funcionários envolvidos no programa Mais Médicos. Além disso, sanções foram impostas contra ex-diretores da OPS e funcionários brasileiros por sua cumplicidade no esquema de trabalho forçado. O governo americano considera essas missões como trabalho forçado e exploração laboral, e tem solicitado a outros países que garantam práticas trabalhistas justas para os médicos cubanos.

Como o programa Mais Médicos afeta os profissionais cubanos?

O programa Mais Médicos afeta os profissionais cubanos ao submetê-los a condições de exploração laboral. O regime cubano retém a maior parte de seus salários, confiscando-lhes documentos de viagem e mantendo-os sob vigilância. Esse esquema tem sido denunciado como uma forma de tráfico de pessoas e trabalho forçado, privando os médicos de seus direitos laborais e de mobilidade.

Qual é a posição do regime cubano em relação às acusações de exploração laboral nas missões médicas?

O regime cubano defende suas missões médicas no exterior como atos humanitários e nega as acusações de exploração laboral. No entanto, não apresentou documentos ou provas dos contratos com os médicos e continua a enviar brigadas médicas ao exterior, uma de suas principais fontes de receita. O regime critica os congressistas cubano-americanos por suas posições, acusando-os de anexionistas.

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