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Residentes de Camagüey denunciaram negligência absoluta das autoridades diante do caso de um jovem de 35 anos, paciente psiquiátrico em crise, com antecedentes de violência.
Os moradores da Avenida de los Mártires temem pela sua segurança e afirmam não ter recebido nenhuma resposta apesar de múltiplas solicitações às autoridades desde esta quinta-feira, quando Ernesto Peguelo Curbelo saiu do hospital psiquiátrico da província.
Segundo uma publicação do jornalista independente José Luis Tan Estrada, os vizinhos alertaram que Ernesto se encontra atualmente fora de controle, exibindo comportamentos violentos e intimidantes, e se recusa a seguir o tratamento médico que lhe foi prescrito após sua saída do hospital psiquiátrico provincial.
três anos atrás, durante um episódio semelhante, o homem agrediu com um objeto cortante uma vizinha — sua própria prima — o que resultou em sua internação.
Os residentes afirmam ter feito várias ligações para a Polícia, para o Ministério da Saúde Pública e para outras instituições desde a tarde desta quinta-feira, 18, sem obter uma resposta concreta.
Denunciam que receberam apenas desculpas, evasivas e uma atitude de completa indiferença por parte das autoridades locais.
Os residentes responsabilizam diretamente as máximas autoridades de Camagüey por qualquer dano que possam sofrer.
A comunidade ressalta que o histórico clínico de Ernesto não é novo para as autoridades. Sua reintegração ao lar foi autorizada sob a estrita condição de que permanecesse em tratamento, o que claramente não está sendo cumprido.
No entanto, nenhum protocolo de emergência foi ativado nem houve resposta médica, apesar do risco que isso representa.
“Se eu tivesse gritado ‘Liberdade!’ ou ‘Abaixo o comunismo!’, logo apareceriam patrulhas e repressão. Mas quando se trata de nos proteger do perigo real, o silêncio é total”, expressou Tan.
Vizinhos afirmam sentir-se desprotegidos, vulneráveis e abandonados pelas instituições que deveriam garantir sua segurança. “A comunidade está amedrontada e cansada de ser ignorada,” conclui a publicação que circulou nas redes sociais, exigindo uma intervenção urgente antes que uma tragédia se repita.
Meses atrás, uma paciente psiquiátrica com problemas mentais ateou fogo a uma residência. Felizmente, não houve feridos, mas ocorreram danos materiais significativos.
Estes incidentes destacam a grave escassez de medicamentos para tratar doenças mentais em Cuba, colocando em risco os pacientes e suas famílias. A falta de medicamentos essenciais tem levado a situações extremas e episódios violentos.
Até o momento, não foram implementadas medidas eficazes por parte do governo cubano para enfrentar a crise de saúde mental. As famílias muitas vezes se veem obrigadas a recorrer a soluções improvisadas e a buscar ajuda em redes sociais, devido à falta de um canal oficial de apoio e à ineficiência das autoridades.
FAQ sobre a situação de segurança e atenção psiquiátrica em Camagüey
Por que os vizinhos de Camagüey se sentem desprotegidos diante do caso de Ernesto Peguelo Curbelo?
Os vizinhos sentem-se desprotegidos porque, apesar de seus múltiplos apelos à Polícia e ao Ministério da Saúde Pública, não receberam uma resposta adequada diante da situação perigosa que representa Ernesto Peguelo Curbelo, um paciente psiquiátrico em crise com antecedentes de violência. A falta de ação das autoridades gerou medo e desconfiança na comunidade.
Quais são os antecedentes de violência de Ernesto Peguelo Curbelo?
Ernesto Peguelo Curbelo tem antecedentes de violência que incluem um episódio em que agrediu sua prima com um objeto cortante, o que levou ao seu internamento psiquiátrico há três anos. Atualmente, ele se recusa a seguir o tratamento médico prescrito, aumentando o risco para aqueles que estão ao seu redor.
Quais problemas enfrentam os pacientes psiquiátricos em Cuba devido à falta de medicamentos?
A falta de medicamentos essenciais para tratar doenças mentais em Cuba deixa os pacientes em uma situação de extrema vulnerabilidade, sem tratamentos adequados para distúrbios severos. Isso contribui para o deterioro de sua saúde mental e aumenta o risco de episódios de crise que podem representar um perigo para eles mesmos e para a comunidade.
Como a onda de roubos e insegurança afetou os residentes de Camagüey?
A crescente onda de roubos e assaltos gerou um ambiente de insegurança e medo entre os residentes de Camagüey. As autoridades têm sido criticadas por sua falta de ação efetiva para lidar com esses problemas, o que deixou a comunidade se sentindo vulnerável e desprotegida.
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