Lucy María González Machado, influenciadora cubana conhecida no TikTok como @thezhoufam, compartilhou em seu mais recente vídeo o que classifica como “o maior choque cultural” que viveu desde que se mudou para a Suíça há seis meses. Segundo ela, tudo aconteceu durante seu primeiro dia usando a sauna da academia na qual acabara de se inscrever.
“Muito emocionada por fazer meu treinamento e depois ir relaxar na minha sauna”, relatou. “Peguei minha mochila, meu biquíni, minhas chinelinhas, tudo o que se precisa para entrar na sauna... bom, pelo menos o que eu achava que se precisa.”
Ao se aproximar de uma das salas, viu um homem completamente nu através da porta de vidro. “Procurei recuar”, lembra. Pensou que talvez tivesse se enganado de espaço: “Talvez ‘ai, Deus, essa era a sauna dos homens e não das mulheres’”. No entanto, ao consultar com uma senhora que estava ali, ela lhe esclareceu: “Não, não, isso é misto”. “Eu não olho essas coisas, então fique tranquila, traga um biquíni e entre para fazer o que precisa e pronto”, respondeu.
Lucy se mostrou desconcertada com a experiência: “Toda essa situação volátil*, você sabe… e a gente fica assim, da porta de vidro, olhando para o teto, a parede de madeira, tudo menos para fora”. E concluiu com uma frase que ressoou com milhares de usuários: “Meu pudor latino não me deixa, não me permite”. Embora garanta que continuará indo à sauna, ela o fará "nos horários em que não houver ninguém".
Os comentários sobre o vídeo não se fizeram esperar. “Uma suizería, eu morro”, escreveu uma usuária. “Meu pudor latino, me representa”, disse outra. A frase “E o que o chinês disse?” —em referência ao seu marido— foi repetida entre dezenas de internautas. A própria influencer respondeu: “Ficou congelado. Diz que não quer ir”.
Vários migrantes compartilharam experiências semelhantes em países como Alemanha, Áustria, Japão e Suécia, onde o uso misto e a ausência de roupas em saunas e vestiários são práticas comuns. “Na Alemanha é igual, você é expulso se entrar de biquíni”, “Aconteceu comigo no Japão, não pude entrar até que todos saíssem”, ou “Na Coreia, todas sem depilar, eu era a estranha”, foram apenas algumas das anedotas que surgiram na conversa.
O impacto deste vídeo confirma a capacidade de Lucy de se conectar com uma ampla audiência por meio de relatos pessoais, nos quais o cotidiano se torna universal. Seu carisma, autenticidade e estilo narrativo geraram uma comunidade sólida de seguidores entre os cubanos emigrados e outras comunidades latinas.
Não é a primeira vez que Lucy González se torna viral por suas observações sobre a vida na Suíça. No início de maio, ela compartilhou um vídeo onde enumerava cinco curiosidades do país, desde a qualidade de vida das vacas até a existência de bunkers nos edifícios. Naquela ocasião, ela brincou dizendo que “as vacas têm uma qualidade de vida melhor que a sua e a minha”.
Na mesma publicação, também destacou a estabilidade elétrica, a organização do país e a falta de notícias internacionais na imprensa suíça, de acordo com sua experiência pessoal.
A experiência de Lucy se junta a uma crescente lista de anedotas de cubanas que documentam seus processos de adaptação em outros países. Há poucos dias, uma mãe cubana na Espanha se tornou viral ao contar como se sentiu envergonhada quando outros pais lhe entregaram dinheiro em espécie para pagar o aniversário de sua filha, em uma prática comum para muitos, mas completamente estranha para ela. “Meu rosto ficou cheio de vergonha”, disse em seu vídeo.
Também na Venezuela, outra cubana protagonizou uma divertida anedota ao usar o verbo “coger” com naturalidade caribenha, sem imaginar o impacto dessa palavra no contexto venezuelano. “Foi épico”, afirmou, lembrando o momento em que todos a olharam ao dizer “ando cogida”.
Um olhar honesto sobre a vida migrante
Histórias como a de Lucy refletem os matizes e desafios da migração, onde o cômico, o desconcertante e o humano se entrelaçam. São relatos que convidam à empatia, ao entendimento intercultural e, acima de tudo, a rirmos de nós mesmos no processo de adaptação a novas realidades.
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