Raúl Castro reaparece em público para assinar o livro de condolências pela morte do Papa Francisco

Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel assinaram o livro de condolências pelo Papa Francisco em Havana. As autoridades cubanas destacaram sua contribuição para o diálogo e as relações com a Santa Sé.


O General de Exército, Raúl Castro Ruz, reapareceu neste sábado em público para assinar o livro de condolências aberto na Nunciatura Apostólica de Havana, após o falecimento do Papa Francisco.

A Presidência de Cuba compartilhou imagens do ato oficial e confirmou a participação do governante Miguel Díaz-Canel e outros altos funcionários do regime que compareceram em representação do Estado, do Governo e do povo cubano.

As autoridades cubanas prestaram homenagem ao pontífice argentino, ressaltando seu incansável trabalho em prol da paz, da fraternidade entre os povos e da busca por soluções sustentáveis para os grandes desafios que a humanidade enfrenta.

Durante o encontro, Raúl Castro expressou ao Núncio Apostólico, representante diplomático da Santa Sé em Cuba, que a nação caribenha sente profundamente o falecimento de Sua Santidade.

Além disso, as autoridades cubanas destacaram os sentimentos de afeto que o Papa Francisco demonstrou pelo povo cubano, assim como sua contribuição para o fortalecimento das relações entre a Santa Sé e o regime de Havana durante seu pontificado.

A morte do Papa Francisco gerou manifestações de luto em todo o mundo, onde se reconhece seu papel como um defensor incansável do diálogo, da justiça social e dos direitos dos mais desfavorecidos.

Este sábado, mais de 200.000 pessoas deram o último adeus ao Papa na Praça de São Pedro. O funeral foi presidido pelo cardeal Giovanni Battista Re.

Durante a missa, destacou-se seu compromisso com a paz e os pobres. Assumiram delegações de 148 países. Cuba foi representada por Salvador Valdés Mesa.

Após a cerimônia, o féretro percorreu Roma até a basílica de Santa Maria Maior, onde Francisco foi enterrado em uma cerimônia privada.

Perguntas frequentes sobre o impacto da morte do Papa Francisco em Cuba

Quais ações o governo cubano tomou após a morte do Papa Francisco?

O governo cubano decretou luto oficial de 22 a 24 de abril de 2025, hasteando as bandeiras a meio mastro em sinal de respeito. Além disso, foram realizados atos de homenagem, como a assinatura do livro de condolências por parte de Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel, e a celebração de uma missa na Catedral de Havana em honra ao Papa.

Por que Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel não assistiram ao funeral do Papa Francisco em Roma?

Raúl Castro não compareceu ao funeral do Papa Francisco em Roma, e em seu lugar, Salvador Valdés Mesa, vice-presidente de Cuba, coordenou a delegação cubana. Não foram especificados motivos oficiais para a ausência de ambos os líderes no evento.

Como foi a relação entre o Papa Francisco e o governo cubano?

A relação entre o Papa Francisco e o governo cubano foi próxima, marcada por gestos de afeto e cooperação em questões internacionais. Durante seu pontificado, o Papa visitou Cuba e atuou como mediador no restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos. No entanto, foi criticado por não se pronunciar abertamente sobre a repressão na ilha.

Qual foi a opinião expressa por Raúl Castro sobre o Papa Francisco após seu falecimento?

Raúl Castro expressou seu profundo pesar pela morte do Papa Francisco, referindo-se a ele como um "querido amigo" e destacando sua labuta incansável em defesa da paz e da fraternidade entre os povos. Castro enfatizou a relação pessoal e afetiva que conseguiu estabelecer com o pontífice.

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