Registram quase 250 casos repressivos em Cuba em março

Em março de 2025, o Cubalex relatou 247 violações dos direitos humanos em Cuba, com Havana, Santiago e Matanzas sendo as mais afetadas. Os opositores e prisioneiros políticos sofrem agressões e péssimas condições carcerárias.


A organização Cubalex registrou em março de 2025 um 247 casos de violação dos direitos humanos em Cuba, conforme refletido em seu mais recente relatório.

O mês que recentemente se encerrou foi qualificado como o de "maior número de casos de violência e insegurança cidadã registrados pela equipe de monitoramento da Cubalex desde que começou esse trabalho há mais de dois anos".

Em 50 municípios de todas as províncias do país e no município especial Ilha da Juventude, foram registrados 103 atos violentos, reportados através das redes sociais e da imprensa independente, destacou a Cubalex.

Entre os fatos represivos contabilizaram-se 496 incidentes represivos, entre eles, detenções arbitrárias (64), transferências para centros policiais ou de detenção (55), uso de ameaças ou coação (49), emprego de violência (46), violações à liberdade religiosa (45) e violações contra pessoas privadas de liberdade (70).

O maior número de violações foi relatado em Havana (53), Santiago de Cuba (48) e Matanzas (44), e entre os municípios em Santiago de Cuba (46), Santa Clara (18) e Perico (15).

Um total de 167 pessoas (68 mulheres e 99 homens) foram vítimas de pelo menos uma violação durante o mês.

Os líderes opositores Berta Soler Fernández, José Daniel Ferrer García, Félix Navarro Rodríguez e Ángel Juan Moya Acosta
relataram o maior número de eventos repressivos contra eles.

A organização das Damas de Branco, o Movimento Opositores por uma Nova República (MONR), a União Patriótica de Cuba (UNPACU) e Cuba Decide foram as mais reprimidas.

De acordo com a Cubalex, desde as prisões continuam as denúncias sobre a péssima alimentação, a diminuição das rações estabelecidas e as proibições dos guardas para que os detentos possam armazenar parte da comida
que seus familiares lhes trazem.

Essa situação gerou desnutrição entre os prisioneiros e um aumento de doenças como a tuberculose e a hepatite.

Entre esses casos está o de Loreto Hernández García, com uma situação crítica de saúde. A Hernández foi negada a atenção médica adequada ou a licença extrapenal.

À prisioneira política Lizandra Góngora também lhe foi negado o traslado para uma prisão mais próxima de sua província de residência.

Em março, a presa política cubana Mayelín Rodríguez Prado, acusada de transmitir em suas redes sociais as protestas de agosto de 2022 em Nuevitas, foi brutalmente espancada na Prisão Provincial de Mulheres de Camagüey.

Na prisão, onde cumpre uma pena de 15 anos de privação de liberdade, os repressors do regime a atacaram. Partiram para a agressão e a arrastaram para a cela.

Perguntas Frequentes sobre a Repressão e os Direitos Humanos em Cuba

Quantos atos repressivos foram registrados em Cuba em março de 2025?

Em março de 2025, foram registrados 247 casos de violação dos direitos humanos em Cuba, segundo o relatório da Cubalex. Estes eventos incluem detenções arbitrárias, uso de ameaças, violência e violações à liberdade religiosa, entre outros.

Quais províncias reportaram mais violações de direitos humanos em março de 2025?

As províncias com mais violações reportadas foram Havana, Santiago de Cuba e Matanzas, com 53, 48 e 44 incidentes, respectivamente. Esses números refletem a repressão persistente em várias áreas do país.

Quais organizações de oposição foram mais reprimidas em Cuba?

As organizações mais reprimidas incluem as Damas de Branco, o Movimento Opositores por uma Nova República (MONR), a União Patriótica de Cuba (UNPACU) e Cuba Decide. Essas organizações enfrentam constantes assédios por parte do regime cubano.

Qual é a situação dos presos nas cadeias cubanas segundo a Cubalex?

Os prisioneiros nas cadeias cubanas enfrentam desnutrição, falta de atendimento médico e violações dos seus direitos humanos, segundo denúncias da Cubalex. Isso resultou em um aumento de doenças como tuberculose e hepatite, além de graves condições de vida para os detentos.

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