Congressistas cubano-americanos apoiam medida para divulgar todos os documentos do caso Epstein nos EUA.



Os legisladores María Elvira Salazar, Mario Díaz-Balart e Carlos Giménez apoiaram a lei que obriga a publicar os arquivos de Jeffrey Epstein e exigiram total transparência e justiça para as vítimas.

Mario Díaz-Balart, María Elvira Salazar e Carlos GiménezFoto © Collage X/ @RepCarlos, @RepMariaSalazar e @MarioDB

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Os congressistas cubano-americanos María Elvira Salazar, Mario Díaz-Balart e Carlos Giménez apoiaram nesta terça-feira a medida aprovada pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que exige a publicação de todos os arquivos vinculados ao falecido financista e pedófilo Jeffrey Epstein.

A resolução, impulsionada por democratas e apoiada por quase todos os republicanos, foi aprovada com 427 votos a favor e apenas um contra, e agora terá que passar pelo Senado antes de ser assinada pelo presidente Donald Trump.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos congressistas republicanos que votassem a favor da publicação completa dos documentos relacionados a Jeffrey Epstein.

Em suas declarações públicas, os três legisladores do sul da Flórida —todos membros do Partido Republicano— ressaltaram a importância da transparência, da prestação de contas e da justiça para as vítimas do escândalo sexual que envolveu figuras políticas, empresariais e da alta sociedade americana.

O congressista Carlos Giménez escreveu em sua conta de X: “Votei a favor de publicar os arquivos de Epstein. O povo americano merece total transparência e tem o direito de conhecer a verdade. É hora de encerrar este capítulo e voltar a governar para obter resultados reais.”

Captura X / @RepCarlos

Por sua vez, María Elvira Salazar afirmou em X ter mantido um encontro anterior com sobreviventes dos abusos cometidos por Epstein.

"Encontrei-me com mulheres valentes cujas vozes foram ignoradas por tempo demais. Sua força nos lembra por que a transparência e a responsabilização devem ser prioridade. Chega de segredos, chega de proteção aos poderosos", publicou a legisladora.

Captura X / @RepMariaSalazar

Antes, Salazar já havia antecipado em X seu voto favorável com uma mensagem contundente: “Quero ser muito clara: votarei SIM para divulgar os arquivos de Epstein. Há linhas morais que na vida simplesmente não se cruzam. Ninguém está acima da verdade, nem os ricos, nem os poderosos, nem os politicalmente conectados.”

Captura X / @RepMariaSalazar

O congressista Mario Díaz-Balart, por sua vez, destacou em sua conta de X o trabalho do Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara (@GOPoversight), presidido pelo republicano James Comer, à frente do processo.

Captura X / @MarioDB

“Sob a liderança de @RepJamesComer, o @GOPoversight divulgou mais de 65.000 páginas de documentos, convocou testemunhas-chave e exigiu total transparência do Departamento de Justiça, protegendo ao mesmo tempo as vítimas”, escreveu.

Díaz-Balart reconheceu que a lei “não é perfeita”, mas insistiu que “mantém o compromisso com a transparência e a justiça”, e assegurou que a votação desta semana “dá continuidade aos esforços para responsabilizar os culpados”.

A iniciativa bipartidária foi impulsionada pelo democrata Jamie Raskin, que defendeu o direito das vítimas e do público de conhecer a verdade completa sobre a rede de tráfico sexual dirigida por Epstein, cujo suicídio na prisão em 2019 gerou fortes suspeitas de encobrimento.

O resultado da votação foi celebrado no Congresso por familiares e sobreviventes das vítimas, que acompanharam a sessão da galeria.

Se aprovada também no Senado, a lei obrigará a publicar os processos completos, incluindo os nomes de personalidades políticas, empresariais e do entretenimento que teriam tido relação com Epstein.

Os congressistas cubano-americanos, que representam distritos com uma importante comunidade latina no sul da Flórida, uniram-se assim ao bloco republicano que apoia a divulgação total dos documentos, em um gesto que reforça a imagem de firmeza moral e compromisso com a transparência governamental.

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