Congresista Carlos Giménez: "Maduro não chega ao Natal"

O congressista republicano prevê a saída de Maduro antes do Natal, destacando o desdobramento militar no Caribe e o interesse da comunidade venezuelana em Miami por uma mudança política.

Nicolás Maduro e porta-aviões Gerald FordFoto © Instagram / @nicolasmaduro - media.defense.gov

O congressista republicano Carlos Giménez afirmou neste domingo que o ditador venezuelano Nicolás Maduro sairá do poder antes do Natal, em meio ao crescente cerco militar americano no Caribe e à tensão entre Washington e Caracas.

Em uma entrevista com a jornalista Rachel Campos-Duff para Fox Notícias em Espanhol, Giménez, representante do sul da Flórida, declarou: “Acredito que Maduro sairá antes do Natal. Se algo vai acontecer, acontecerá antes do Natal, pois também custa muito dinheiro manter as forças americanas que temos no Caribe.”

O legislador, de origem cubana e uma das vozes mais ativas do Congresso em relação aos regimes de Cuba e Venezuela, mencionou o deslocamento do porta-aviões USS Gerald Ford —o maior do mundo— junto a vários navios de guerra e caças F-35 em águas próximas à Venezuela.

“Estamos enviando um porta-aviões, o maior do mundo, para essa área. Portanto, quando o presidente diz que os dias de Maduro estão contados, eu acredito nele”, acrescentou Giménez.

As declarações do congressista ocorrem apenas um dia após a entrevista do presidente Donald Trump no ‘60 Minutes’, onde o mandatário alertou que “os dias de Maduro estão contados” e justificou o aumento militar no Caribe como resposta à “má conduta” do regime chavista, que acusou de esvaziar prisões e manicômios para enviar criminosos aos Estados Unidos.

Giménez reforçou essa mensagem presidencial, afirmando que a operação militar não pode ser mantida indefinidamente e que o desfecho na Venezuela “será uma questão de semanas”.

“Custar muito dinheiro manter as forças americanas no Caribe”, lembrou. “Eu acredito que antes do Natal veremos uma mudança.”

O congressista também destacou o interesse e a esperança da comunidade venezuelana em Miami, que acompanha de perto os movimentos do Pentágono e as declarações da Casa Branca.

“Toda a gente aqui está esperando o que vai acontecer na Venezuela, rezando para que a democracia possa retornar e que tenhamos uma Venezuela livre”, expressou.

Washington tem reforçado sua presença militar na região nas últimas semanas, com operações navais frente às costas da Venezuela e declarações de altos funcionários — como o senador Rick Scott e a congressista María Elvira Salazar — que apontam para uma mesma mensagem: o regime de Maduro vive suas últimas horas.

“Vamos ver o que acontece na Venezuela,” concluiu Giménez. “Mas sim, acho que antes do Natal haverá liberdade.”

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