Montanhas de sucata e abandono: Assim são os cemitérios de guaguas em Havana

As terminais de ônibus em Havana estão em ruínas, refletindo a crise do transporte público cubano. A falta de peças e recursos, junto com a gestão estatal ineficaz, agrava a mobilidade urbana.

Parada de ônibus em HavanaFoto © Facebook Santiago Miguel Díaz Herrera

As imagens compartilhadas recentemente nas redes sociais pelo usuário Santiago Miguel Díaz Herrera revelam o alarmante estado de abandono e destruição que impera em várias terminais de ônibus em Havana, como San Agustín e Arimao.

O que um dia foram centros neurálgicos do transporte público na capital cubana, hoje se assemelham mais a cemitérios industriais cheios de sucata, estruturas enferrujadas e ônibus desmantelados.

Nas fotos, podem ser vistos vários ônibus articulados, ainda com as cores institucionais da Empresa Provincial de Transporte de La Habana, estacionados em meio ao total deterioro.

Algumas poucas unidades parecem completas, mas inoperativas; outras foram reduzidas a cascarões sem rodas, janelas ou motores, em um ambiente que reflete decadência e abandono. A situação não é nova, mas se agrava com o passar do tempo.

Facebook Santiago Miguel Díaz Herrera

Em março, o governo cubano reconheceu publicamente a profunda crise que afeta o transporte público. O ministro Eduardo Rodríguez Dávila mencionou entre as causas a escassez de peças de reposição, a falta de lubrificantes e combustíveis, assim como a deterioração acumulada da infraestrutura e a obsolescência da frota de veículos.

Este cenário teve um impacto direto na vida cotidiana dos cubanos. As longas esperas em paradas, as viagens lotadas e as rotas suspensas já fazem parte da rotina diária em cidades como Havana.

Facebook Santiago Miguel Díaz Herrera

O que em outros países seria um problema de logística, em Cuba se transformou em uma crise estrutural, que agrava a mobilidade e complica ainda mais a já difícil realidade econômica da população.

O caso das terminais San Agustín e Arimao ilustra com crueza o ocaso do sistema de transporte urbano gerido pelo Estado. Onde antes se armazenavam frotas ativas, agora há ruínas e silêncio. Como apontou o denunciante em sua publicação: “Foi morrendo pouco a pouco, é o reflexo do que é o socialismo”.

Perguntas frequentes sobre o estado do transporte público em Havana

Como estão atualmente as terminais de guaguas em Havana?

As terminais de ônibus em Havana, como San Agustín e Arimao, encontram-se em um estado de abandono e destruição alarmante. Imagens recentes mostram cemitérios industriais repletos de sucata e ônibus desmantelados. Essa situação reflete a decadência do sistema de transporte público em Cuba, agravada pela escassez de peças de reposição, lubrificantes e combustível.

Quais são as principais causas da deterioração do transporte público em Cuba?

O deterioro do transporte público em Cuba é atribuído à escassez de peças de reposição, à falta de lubrificantes e combustível, e à obsolescência da frota de veículos. Esses problemas, reconhecidos pelo governo, levaram a uma crise estrutural no sistema de transporte, afetando a mobilidade e a vida cotidiana dos cidadãos.

Qual é o impacto da crise de transporte na vida dos cubanos?

A crise do transporte em Cuba gerou longas esperas em paradas, viagens lotadas e rotas suspensas, complicando ainda mais a realidade econômica da população. O deterioramento do sistema de transporte público transformou o que em outros países seria um problema logístico em uma crise estrutural em Cuba.

Foram tomadas medidas para melhorar o sistema de transporte em Havana?

O governo cubano anunciou projetos para recuperar ônibus por meio do reaproveitamento de peças usadas e doações, como as da China. Alguns ônibus foram reativados e espera-se melhorar a mobilidade urbana, mas o progresso é lento e não resolve a crise generalizada do transporte público no país.

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