A Casa Branca regulará quais jornalistas poderão fazer perguntas a Trump

A Casa Branca decidiu que sua equipe de imprensa escolherá quais jornalistas podem fazer perguntas a Trump, quebrando a tradição da WHCA.

Trump com repórteres na Casa BrancaFoto © X/Karoline Leavitt

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Em uma mudança significativa nas normas de acesso à Casa Branca, a porta-voz do Governo, Karoline Leavitt, anunciou nesta terça-feira que será o próprio Executivo quem selecionará os jornalistas que poderão fazer perguntas ao presidente Donald Trump.

Em uma coletiva de imprensa, Leavitt explicou que, a partir de agora, será a equipe de imprensa da Casa Branca responsável por determinar quem fará parte do "pool" de imprensa, o grupo restrito de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que acompanha o presidente em seus atos oficiais.

Até agora, essa era uma responsabilidade que recaía na Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA, em inglês); e a medida gerou preocupações sobre os limites à liberdade de imprensa no país por parte da nova administração.

Esta equipe de repórteres é essencial para a cobertura dos eventos presidenciais, pois permite que os meios de comunicação transmitam o que ocorreu para os milhares de jornalistas que não podem estar presentes nas atividades.

Publicação em X

«A partir de agora, a equipe de imprensa da Casa Branca determinará quem integra o 'pool' da imprensa», destacou a funcionária em um vídeo postado em sua conta do X, o que representa uma mudança na tradição de mais de um século de autonomia para a WHCA nessa tarefa.

A tradição de permitir o acesso de um pequeno grupo de jornalistas aos eventos presidenciais começou há quase 100 anos devido à falta de espaço em locais como o Escritório Oval ou no avião presidencial Air Force One.

A WHCA, fundada em 1914, tem sido responsável por selecionar os jornalistas que integram este "pool" após um processo rigoroso.

No entanto, a decisão da Casa Branca de assumir essa função gerou controvérsia. Eugene Daniels, presidente da WHCA, condenou a medida, classificando-a como um ataque à liberdade de imprensa nos EUA. «Sugerir que o governo escolherá os jornalistas que cobrem o presidente é inaceitável. Em um país livre, os líderes não devem poder escolher a equipe de imprensa», declarou Daniels em um comunicado.

A decisão chega em um contexto tenso entre a administração de Trump e alguns meios de comunicação, especialmente com a agência de notícias Associated Press (AP).

A Casa Branca restringiu esta semana o acesso ao «pool» da AP, impedindo que fizesse perguntas a Trump devido à sua recusa em adotar o novo termo «golfo de América» para se referir ao golfo do México, preferindo o nome tradicional.

AP apresentou uma ação judicial argumentando que essa restrição viola a liberdade de imprensa garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, embora um juiz tenha permitido que a Administração mantivesse seu veto, instando a reconsiderar a decisão.

O grupo de jornalistas designados para o «pool» costuma ser pequeno, composto por entre 13 e 14 pessoas, embora em algumas ocasiões possa se expandir para cerca de 20.

Os jornalistas dentro deste grupo são designados para cobrir diferentes meios, incluindo imprensa escrita, rádio e televisão.

Historicamente, Trump atacou vários jornalistas e repórteres que fazem perguntas incômodas.

Em 2018, a rede de televisão americana CNN processou o governo de Donald Trump pela suspensão da acreditação de seu correspondente-chefe na Casa Branca, Jim Acosta, após uma troca acalorada com o presidente durante uma coletiva de imprensa.

Perguntas frequentes sobre as novas regulamentações da imprensa na Casa Branca

Quem decidirá agora quais jornalistas podem fazer perguntas a Trump?

A equipe de imprensa da Casa Branca será responsável por selecionar os jornalistas que poderão fazer perguntas ao presidente Donald Trump. Esta decisão quebra a tradição de que a Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) tivesse essa responsabilidade.

Como a Associação de Correspondentes da Casa Branca reagiu a essa medida?

A WHCA condenou a medida, classificando-a como um ataque à liberdade de imprensa nos Estados Unidos. O presidente da WHCA, Eugene Daniels, afirmou que os líderes não devem ser capazes de escolher a equipe de imprensa que cobre o presidente, pois isso prejudica a independência jornalística.

O que motivou a restrição ao acesso da agência de notícias AP?

A Casa Branca restringiu o acesso da agência AP devido à sua recusa em usar o termo “Golfo da América” para se referir ao Golfo do México, preferindo o nome tradicional. A AP apresentou uma ação judicial argumentando que essa restrição viola a liberdade de imprensa garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

Qual é o impacto dessas decisões na liberdade de imprensa nos EUA?

As decisões da Casa Branca geraram preocupação sobre a censura e o controle governamental sobre a imprensa. A restrição a certos meios e a seleção de jornalistas por parte do governo são vistas como ameaças à independência e liberdade dos meios de comunicação no país.

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