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A líder oposicionista venezuelana e prêmio Nobel da Paz María Corina Machado denunciou nesta terça-feira que funcionários do regime de Nicolás Maduro emitiram ameaças diretas e sistemáticas de execução extrajudicial contra presos políticos detidos na prisão de El Rodeo, a leste de Caracas.
“Recebi informações sobre ameaças de execução extrajudicial contra presos políticos. Essas intimidações são crimes de lesa humanidade e violações graves do Direito Internacional Humanitário”, escreveu Machado em sua conta no X, alertando que o Estado venezuelano será responsável por qualquer dano físico ou psicológico que os detidos sofram.
Machado, que obteve o Prêmio Nobel da Paz 2025 por sua liderança na defesa dos direitos humanos na América Latina, assegurou que os reclusos estão em condições de reféns do Estado.
Diversas organizações, como o Foro Penal e a Amnistia Internacional, documentaram centenas de casos de torturas e desaparecimentos em centros de detenção venezuelanos.
O pronunciamento ocorre em um clima de máxima tensão internacional após o desdobramento da Operação Lança do Sul, uma iniciativa militar do Comando Sul dos Estados Unidos oficialmente destinada a desmantelar redes de narcotráfico, mas que foi interpretada como uma mensagem direta ao regime de Maduro.
A Casa Branca advertiu que está atenta às ações repressivas do chavismo e que responderá a qualquer crime de Estado.
"A comunidade internacional não pode fechar os olhos. Há vidas em risco hoje", insistiu Machado, que pediu à ONU e à OEA que ativem imediatamente mecanismos de proteção para os prisioneiros políticos venezuelanos.
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