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O governo da Venezuela cumpriu sua ameaça e_revocou nesta quarta-feira a concessão de voo de várias companhias aéreas internacionais, acusando-as de “se somarem às ações de terrorismo” promovidas pelos Estados Unidos, que mantêm um despliegue militar sem precedentes no Caribe.
O governo compartilhou uma lista das companhias aéreas que não podem voar para a Venezuela, entre as quais estão Iberia, TAP, Avianca, Latam Colômbia, Turkish Airlines e Gol.
Horas antes do anúncio, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, alertou que o país “decide quem voa e quem não voa”, afirmando que o Executivo “se reserva o direito de admissão”.
Cabello insiste que a Venezuela “prefere conservar sua dignidade do que aceitar imposições estrangeiras”.
A medida deixa o país cada vez mais isolado, com apenas algumas companhias aéreas, como Conviasa, Avior, Copa e Wingo, que ainda estão operando no território venezuelano.
Nesta quarta-feira, um avião americano com 175 migrantes deportados aterrissou em Caracas, o que o Governo venezuelano qualificou como prova do “discurso duplo” de Washington.
Cabello também chamou a “organização popular para a defesa do país” diante do aumento da presença militar americana na região.
Além disso, qualificou de “loucura imperial” a decisão da República Dominicana de permitir o uso de dois aeroportos pelos EUA em sua operação “Lança do Sul”.
Os aeroportos Internacional das Américas e o militar de San Isidro, ambos em Santo Domingo, destinarão áreas para o transporte de equipamentos e pessoal técnico americano.
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