María Corina Machado revela seu plano para reconstruir a Venezuela após a ditadura de Maduro



María Corina Machado promete uma Venezuela livre e próspera, com uma economia aberta, justiça para as vítimas e o retorno de milhões de exilados após o fim do regime de Maduro.

Líder da oposição venezuelana María Corina MachadoFoto © X / @MariaCorinaYA

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado apresentou nesta terça-feira seu plano para reconstruir a Venezuela após a queda do regime de Nicolás Maduro, em uma mensagem onde chamou a “se levantar com força” e “recuperar a liberdade que foi roubada pela tirania”.

En sua declaração divulgada em X, a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz assegurou que os venezuelanos têm o dever de defender seus direitos naturais frente a um poder ilegítimo e prometeu que, sob uma nova república, o governo servirá ao povo e não a uma elite política.

“El propósito supremo do Estado será salvaguardar os direitos naturais de todos os venezuelanos”, afirmou.

Machado delineou uma visão econômica baseada no livre mercado, na propriedade privada e na abertura de setores como petróleo, gás e tecnologia à iniciativa dos cidadãos.

Prometeu triplicar o tamanho da economia em uma década e liberar as empresas tomadas pelo Estado, garantindo que a prosperidade dependerá “da liberdade de seus cidadãos”.

A opositora também anunciou um compromisso de justiça para as vítimas da repressão, lembrando que mais de 18.000 venezuelanos foram encarcerados por motivos políticos desde que Maduro assumiu o poder.

“O regime criminoso deve prestar contas. A Venezuela só se levantará plenamente quando os responsáveis por crimes contra a humanidade forem julgados pela lei e pela história”, enfatizou.

Em sua mensagem, Machado prometeu o retorno dos mais de nove milhões de venezuelanos que emigraram devido à crise.

“Os traremos de volta. Restituiremos o direito e a liberdade de retornar”, expressou, destacando que a unidade familiar será o núcleo da reconstrução nacional.

Machado também defendeu a educação como base do futuro venezuelano, com escolas e universidades focadas na inovação, na pesquisa e na verdade.

Além disso, propôs uma reforma das forças armadas e policiais "para que seu dever constitucional seja defender o povo e não reprimí-lo".

Em matéria ambiental, alertou sobre a destruição da Amazônia venezuelana e prometeu políticas para proteger as riquezas naturais do país.

Finalmente, assegurou que uma Venezuela livre voltará ao convívio das nações democráticas, como pilar de segurança energética e defensora dos direitos humanos no hemisfério ocidental.

“O futuro pertence aos valentes. Chegou a hora de que a Venezuela renasça como a ave fênix, feroz, radiante e indetenível”, concluiu Machado em um discurso que busca marcar o início de uma nova etapa política após anos de repressão, pobreza e exílio sob a ditadura de Maduro.

Machado, assegurou recentemente que A Venezuela atravessa “horas decisivas”, em meio ao desdobramento militar dos Estados Unidos em frente às costas do país e ao aumento das tensões com a ditadura de Nicolás Maduro.

Em uma mensagem transmitida durante um fórum do Grupo IDEA, realizado no Miami Dade College e que reuniu ex-presidentes ibero-americanos, Machado convocou os venezuelanos e a comunidade internacional a não ficarem à margem do que qualificou como um momento histórico para a América Latina.

“O que ocorre na Venezuela não é apenas um fato nacional, é um ponto de inflexão para toda a América Latina”, afirmou. A opositora exortou os governos democráticos da região a apoiarem o processo de mudança política, que, segundo disse, marcará o início de “uma transformação profunda e duradoura”.

Antes, Machado chamou os venezuelanos a se levantarem "contra um regime criminoso que está prestes a sair" e pediu aos militares do país que baixassem as armas e se unissem ao povo: “o que vai acontecer já está acontecendo”, assegurou.

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