A líder opositora venezuelana e recente vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, afirmou neste domingo que o regime de Nicolás Maduro “foi quem declarou guerra contra os venezuelanos” e assegurou que a transição para a democracia na Venezuela “já está em marcha” e será “ordenada e pacífica”.
Em uma entrevista concedida à jornalista Maria Bartiromo na Fox News, Machado denunciou que o regime chavista sustenta sua estrutura de poder por meio do narcotráfico, do contrabando de ouro, armas e pessoas, e apoiou a ofensiva dos Estados Unidos no Caribe para destruir embarcações ligadas ao narcoterrorismo.
“A única forma de desmantelar uma estrutura criminosa é cortar suas fontes de dinheiro criminoso. É necessário eliminar os recursos que provêm do narcotráfico, do contrabando e do tráfico de pessoas que Maduro opera desde a Venezuela”, afirmou a líder oposicionista.
Machado afirmou que o ditador venezuelano tem aplicado terrorismo de Estado dentro do país e narcoterrorismo para o exterior, contra as nações do hemisfério ocidental. “Maduro é quem iniciou a guerra. O presidente Trump está a detê-la, está a acabar com a guerra”, sentenciou.
Durante a entrevista, a ex-deputada alertou que Maduro busca criar uma “falsa narrativa” sobre uma suposta transição violenta, comparando a Venezuela com a Líbia ou o Iraque.
“Isso é completamente falso. Não há outra sociedade tão coesa quanto a venezuelana, e 90% da população deseja viver em paz. Mas a paz requer liberdade, e a liberdade requer força”, sublinhou.
As declarações de Machado chegam em meio ao despliegue militar estadunidense no Caribe, liderado pelo porta-aviões USS Gerald Ford e seu grupo de ataque, por ordem direta do presidente Donald Trump.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou que o objetivo é “desmantelar as organizações criminosas transnacionais” que operam a partir da Venezuela e suas proximidades.
Segundo o Pentágono, as forças norte-americanas destruíram pelo menos dez embarcações suspeitas de narcotráfico desde setembro, algumas supostamente ligadas ao Tren de Aragua e a redes operadas pelo regime venezuelano.
No ataque mais recente, seis supostos narcoterroristas morreram após o afundamento de uma lancha perto das costas venezuelanas.
Embora Caracas e Bogotá tenham classificado as ações como “execuções extrajudiciais”, a Casa Branca defendeu as operações como parte de um esforço coordenado para proteger a segurança nacional e regional.
Machado concluiu sua intervenção com uma mensagem esperançosa: “Estamos passando da tirania à democracia, do caos à ordem, da miséria à prosperidade. A transição está em andamento, e será organizada e pacífica”.
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