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Miguel Díaz-Canel reconheceu nesta quinta-feira a magnitude dos danos causados pelo furacão Melissa no leste do país, onde milhares de famílias perderam parcial ou totalmente suas moradias.
Em mensagens publicadas em sua conta de X, o governante assegurou que “são mais de 10 mil as afetacões em habitações de Holguín por causa dos ventos e inundações do furacão Melissa”.
Segundo precisou, durante sua visita a essa província esteve com moradores dos municípios Urbano Noris e Cacocum, os mais afetados pela passagem do ciclone.
Díaz-Canel afirmou que "o trabalho foi bem organizado para enfrentar a etapa mais difícil: a recuperação", embora tenha evitado comentar sobre a crítica situação que enfrentam milhares de pessoas afetadas que ainda permanecem sem serviços básicos, alimentos ou abrigo seguro.
Em outra publicação, o governante apontou que Santiago de Cuba é “a província mais atingida” pelo furacão e mencionou seus percursos por Guamá e El Cobre, duas das áreas mais afetadas.
"Os danos são consideráveis, mas a recuperação já começou, e com o apoio de todos, Santiago continuará sendo Santiago", escreveu.
As declarações do mandatário contrastam com os relatos dos cidadãos que descrevem uma realidade muito mais precária.
Em Santiago de Cuba, por exemplo, muitas ruas ainda permanecem inundadas de lixo e entulho, enquanto a população enfrenta um acesso agravado a alimentos e água potável.
Enquanto o regime promete uma rápida recuperação, os afetados continuam aguardando materiais de construção e assistência real para reconstruir o pouco que lhes resta.
No domingo passado, o regime revelou que a passagem do furacão Melissa pelo leste de Cuba deixou um panorama de devastação com 1.318 desabamentos totais de residências, de acordo com um relatório preliminar divulgado pelo ministério da Construção (MICONS).
O meteoro, que impactou a ilha com categoria 3 na escala Saffir-Simpson, atingiu durante a madrugada de quarta-feira com ventos de até 200 quilômetros por hora, intensas chuvas e marés ciclônicas que devastaram comunidades inteiras.
O diretor do Frente de Projetos do MICONS, Ricardo Guardia, informou na televisão estatal que, além dos desabamentos totais, foram registradas 16.464 habitações afetadas, das quais 1.142 apresentam danos parciais. Quanto aos telhados, 5.279 foram totalmente perdidos e outros 8.666 sofreram destruição parcial.
Um relatório posterior elevou o número de residências afetadas para 45.000 casos.
“De maneira preliminar ainda, contabilizam-se 45.282 afetamentos em habitações, a maioria nos telhados. Já iniciou a entrega de telhas”, indicou a conta oficial da Presidência de Cuba na rede social X.
Nesse sentido, a Organização das Nações Unidas anunciou esta quinta-feira um plano de ação que busca recaudar 74,2 milhões de dólares para atender a um milhão de pessoas afetadas pelo furacão Melissa no leste de Cuba.
As cifras preliminares –segundo a ONU– indicam mais de 60.000 residências danificadas ou destruídas, 461 unidades de saúde afetadas, 1.552 escolas com danos estruturais e 78.700 hectares de cultivos devastados.
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