Ashley Moody e Rick Scott à frente da lei para punir o regime cubano por violações de direitos humanos.

A lei propõe bloquear ativos e negar a entrada a funcionários cubanos, além de oferecer internet livre ao povo cubano.

Ashley Moody e Rick Scott, senadores da Flórida.Foto © Captura de Vídeo/X/@SenAshleyMoody e @SenRickScott

Vídeos relacionados:

En meio do fechamento do governo mais longo da história dos Estados Unidos, que já ultrapassa 35 dias sem um acordo orçamentário, os senadores republicanos Ashley Moody e Rick Scott lideram um novo esforço da Flórida para endurecer as sanções contra o regime cubano, apoiando a reintrodução da Lei DEMOCRACIA (Denying Earnings to the Military Oligarchy in Cuba and Restricting Activities of the Cuban Intelligence Apparatus), uma iniciativa que busca punir os abusos de direitos humanos e cortar as fontes de financiamento do aparato militar e repressivo da ilha.

O texto legislativo foi apresentado oficialmente por Scott no dia 6 de fevereiro deste ano, com o copatrocínio de Moody e outros legisladores republicanos, e insere-se em um esforço contínuo para manter a pressão sobre o governo de Miguel Díaz-Canel.

A medida propõe bloquear ativos e negar a entrada nos Estados Unidos a funcionários do Partido Comunista, do Conselho de Ministros, das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, bem como a seus familiares diretos.

Além disso, autoriza o presidente dos EUA a fornecer internet livre e sem censura aos cubanos por meio de todos os meios tecnológicos possíveis, em resposta ao controle estatal das comunicações e aos apagões digitais aplicados após os protestos de 11 de julho.

“El regime comunista cubano continua lucrando-se com a opressão de seu povo. Na Flórida, conhecemos de perto o custo dessa tirania”, declarou Moody em declarações registradas por Florida Politics. “Com este projeto, estamos cortando os fluxos de dinheiro corrupto e garantindo que nem um único dólar americano sustente a ditadura”, acrescentou.

Rick Scott, autor principal do projeto, afirmou que Cuba “é a raiz da instabilidade na América Latina e uma ameaça constante à segurança nacional dos Estados Unidos”, e insistiu que a lei “fechará lacunas legais e aplicará sanções severas contra a ditadura comunista”.

A Lei DEMOCRACIA foi reintroduzida no Congresso após sua primeira apresentação em 2021, após a repressão do 11J. O texto busca aumentar a pressão sobre o regime cubano por meio de sanções financeiras e restrições a entidades estrangeiras que colaborem com o aparato de segurança ou inteligência da ilha.

A legislação também impõe condições rigorosas para a suspensão das sanções, como a libertação de todos os prisioneiros políticos, a legalização de partidos independentes, a liberdade de imprensa e a convocação de eleições livres e supervisionadas internacionalmente.

Ashley Moody, uma figura do bloco republicano anticubano

A participação de Moody reforça a ofensiva republicana na Flórida, um estado onde a comunidade cubano-americana tem um peso decisivo na política nacional. A senadora, nomeada por Ron DeSantis no início de 2025 após a saída de Marco Rubio, se posicionou como uma das vozes mais firmes em defesa de uma linha dura frente ao regime.

Em julho passado, Moody apoiou publicamente as sanções de Donald Trump contra Havana, qualificando o governo cubano como uma “ditadura comunista assassina” e celebrando as medidas que buscam privar o regime “dos recursos que utiliza para continuar oprimindo o povo cubano”.

Arquivado em:

Equipe Editorial da CiberCuba

Uma equipe de jornalistas comprometidos em informar sobre a atualidade cubana e temas de interesse global. No CiberCuba, trabalhamos para oferecer notícias verídicas e análises críticas.

Equipe Editorial da CiberCuba

Uma equipe de jornalistas comprometidos em informar sobre a atualidade cubana e temas de interesse global. No CiberCuba, trabalhamos para oferecer notícias verídicas e análises críticas.