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O opositor cubano José Daniel Ferrer, líder da União Patriótica de Cuba (UNPACU), respondeu nesta quarta-feira aos ataques do ministro das Relações Exteriores do regime, Bruno Rodríguez Parrilla, que o qualificou nas redes sociais como “delinquente”, “abusador” e “violador de direitos humanos” após tomar conhecimento de sua reunião em Washington com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Em uma mensagem publicada em sua conta oficial no X (antes Twitter), o chanceler do regime escreveu que “Não surpreende que o Secretário de Estado dos EUA se reúna com criminosos, abusadores de mulheres e pessoas vulneráveis, notórios violadores de direitos humanos, simuladores que se autoflagelam para culpar os outros, e que se disfarçam de ‘opositores’ para enriquecer com o dinheiro do inimigo”.
As declarações de Rodríguez provocaram uma onda de críticas e reações nas redes sociais, onde numerosos usuários e ativistas rejeitaram o que qualificaram como um novo ataque do regime contra seus opositores.
Ferrer não demorou a responder ao chanceler e assegurou que “Nada me agrada mais do que o ataque colérico e as calúnias do ministro das Relações Exteriores da tirania mais criminosa, infame e corrupta que nosso continente já conheceu. O que realmente me incomodaria muito é que você me fizesse um elogio. Que bom que não conseguiu se controlar”.
“Vou lhe dar um conselho saudável: tenha as malas prontas, o povo já não os suporta e a qualquer momento os expulsa. Para onde você irá, para a Rússia ou China? Não pense na Venezuela, Maduro cairá antes de vocês.”, sublinhou ao final de sua resposta.
O opositor, que recentemente foi honrado em Washington com o Prêmio Liberdade, reafirmou seu compromisso com a luta pela democracia e a libertação dos prisioneiros políticos em Cuba.
As declarações de Ferrer ocorrem no meio de uma campanha de ataques do aparato de propaganda do regime cubano contra ativistas e jornalistas independentes, após sua série de reuniões com funcionários americanos para discutir a repressão, a crise humanitária e o deterioramento dos direitos humanos na ilha.
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