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As políticas de detenção massiva de imigrantes promovidas pelo presidente Donald Trump geraram ganhos recordes para as principais corporações de prisões privadas dos Estados Unidos, GEO Group e CoreCivic, reportou a agência EFE.
Ambas empresas, que operam sob contratos com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), viram seus ganhos aumentar em meio a uma expansão sem precedentes do sistema de detenção federal, apoiado por orçamentos superiores a 30.000 milhões e 45.000 milhões de dólares destinados à construção e reabertura de centros para adultos e menores migrantes.
De acordo com o relatório trimestral divulgado em agosto, GEO Group obteve receita total de 636,2 milhões de dólares durante o segundo trimestre de 2025, em comparação com os 607,2 milhões do mesmo período do ano anterior.
Seu diretor executivo qualificou esses resultados como um “avanço significativo” em direção às metas de crescimento da empresa, que espera receitas para o próximo trimestre entre 650 e 660 milhões de dólares.
Por sua vez, CoreCivic reportou lucros de 538,2 milhões, um aumento de 9,8% em relação ao ano anterior, e prevê resultados semelhantes para o fechamento do próximo trimestre.
Segundo EFE, os relatórios financeiros refletem como essas corporações se beneficiam diretamente da política anti-imigração do Governo Trump, ao ampliar sua capacidade através de novos contratos com o ICE e a reativação de instalações previamente vazias.
Una das instituições é o Centro de Processamento de Imigrantes de California City, administrado pela CoreCivic, localizado no deserto do condado de Kern, que reabrirá como centro federal de detenção de imigrantes, segundo imagens da AFP capturadas no dia 10 de julho passado.
“О que estão fazendo é atroz; não há outra maneira de descrever o fato de tirar proveito do sofrimento humano”, declarou a prismreports.org Paolo Almirón, coordenador do grupo de defesa Resistencia en Acción Nova Jersey, citado pela EFE.
Os críticos afirmam que o crescimento dessas corporações está intimamente ligado à intensificação das deportações e detenções durante a atual administração.
Enquanto isso, as ações da GEO Group e CoreCivic subiram nos mercados financeiros, impulsionadas pelos contratos federais e pela expansão de suas operações em estados fronteiriços.
Organizações de direitos humanos denunciaram as condições dos centros de detenção e acusam o governo de manter um sistema que lucraria com a detenção de migrantes em vez de promover alternativas humanitárias ou reformas estruturais ao sistema migratório.
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