As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque letal contra uma embarcação no Pacífico Oriental nesta terça-feira, onde morreram as duas pessoas que estavam a bordo.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, confirmou que a operação foi ordenada pelo presidente Donald Trump e direcionada contra um grupo que o Governo dos Estados Unidos considera parte de uma Organização Terrorista Designada.
“Ayer, por ordem do presidente Trump, o Departamento de Guerra realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por uma Organização Terrorista Designada e dedicada ao narcotráfico no Pacífico oriental”, declarou Hegseth em sua conta oficial do X (antes Twitter).
"Havia dois narcoterroristas a bordo da embarcação durante o ataque, que ocorreu em águas internacionais. Ambos morreram e nenhuma força americana ficou ferida", aponta a informação.
O funcionário acrescentou que a inteligência americana sabia que o barco estava transitando por uma rota habitual do narcotráfico e transportava drogas ilícitas.
“Os narcoterroristas que pretendem trazer veneno para nossas costas não encontrarão refúgio em nenhum lugar do nosso hemisfério”, afirmou.
O ataque representa o oitavo operativo conhecido contra supostos narcotraficantes desde o início de setembro, e o primeiro realizado no Pacífico. Os sete anteriores aconteceram no mar do Caribe, segundo relatos da CNN.
“Assim como a Al Qaeda travou uma guerra contra nossa pátria, esses cartéis travam uma guerra contra nossa fronteira e nosso povo. Não haverá refúgio nem perdão, apenas justiça”, escreveu Hegseth em seu comunicado, comparando a ofensiva contra o narcotráfico com a luta antiterrorista posterior ao 11 de setembro.
Fontes citadas pela CNN revelaram que a administração Trump emitiu uma opinião legal classificada para justificar os ataques letais contra uma lista secreta de cartéis e supostos traficantes de drogas.
Essa interpretação jurídica considera os narcotraficantes como combatentes inimigos e autoriza sua eliminação sem revisão judicial prévia; no entanto, presidentes como os da Venezuela e da Colômbia qualificaram essas ações como execuções extrajudiciais que devem ser analisadas.
A semana passada, os Estados Unidos atacaram pelo menos outras duas embarcações no Caribe. Em um dos casos, os sobreviventes —um equatoriano e um colombiano— foram posteriormente repatriados a seus países, o que pode gerar um dilema legal e político sobre a autoridade de Washington para realizar esse tipo de operações extraterritoriais.
Até o momento, a Casa Branca não ofereceu detalhes adicionais sobre o tipo de armamento utilizado nem sobre a identidade das pessoas falecidas no ataque mais recente no Pacífico.
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