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O médico cubano Ricardo Martínez Torres faleceu no Brasil, aos 60 anos, após vários meses internado devido a uma grave doença hepática, conforme confirmaram colegas e membros da comunidade cubana no país sul-americano.
Martínez Torres perdeu a vida no dia 15 de outubro, na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) de um hospital em Macapá, capital do estado do Amapá, onde ficou internado desde abril deste ano devido a graves problemas hepáticos, informou o perfil “Um cubano no Brasil” no grupo de Facebook “Cubanos em Curitiba”.
Segundo as informações, o médico foi levado novamente à UTI na quarta-feira passada e, após permanecer algumas horas intubado, “não resistiu e faleceu”. No hospital, estava acompanhado por uma de suas filhas.
A lamentável notícia também foi divulgada em um grupo de médicos holguineros na rede social. Uma colega e companheira de estudos anunciou seu falecimento: “Informaram-me que faleceu no Brasil Ricardo Martínez Torres, conhecido por nós como Papito. Nossos sentimentos à família e amigos. EPD”. Nos comentários, também confirmou a causa de sua morte.
O Dr. Martínez Torres era natural de Cayo Mambí, em Holguín, graduado pela Universidade de Ciências Médicas de Santiago de Cuba e com dupla especialização em Pneumologia e Medicina Geral Integral (MGI).
Formou parte da missão médica cubana integrada ao Programa Mais Médicos no Brasil, onde trabalhou em uma instituição de saúde em Colorado do Oeste até 2019, após o regime de Havana retirar mais de 11.000 profissionais da saúde que atuavam naquele país pelo convênio entre os dois governos.
Martínez Torres, como outros centenas de médicos da ilha, decidiu então "tentar regularizar seu diploma para continuar" na nação sul-americana, afirmou o perfil "Um cubano no Brasil".
Um grande impacto e consternação foram causados pelo falecimento do profissional na comunidade médica cubana, tanto dentro quanto fora do país, e entre seus compatriotas residentes no Brasil. As demonstrações de dor foram numerosas em páginas e grupos das redes sociais.
Uma colega disse no grupo “Cubanos em Curitiba” que sua morte ocorreu no momento em que já ia começar a trabalhar novamente no Programa Mais Médicos. “Descanse em paz nosso querido amigo, foi muito triste sua morte aqui no Brasil”, expressou. “Entre todos ajudamos sua filha a levá-lo para Cuba. Meus sentimentos a toda a família e amigos”.
Outra médica destacou que em Cuba "trabalhou por muitos anos no hospital clínico cirúrgico do território [Holguín] e tinha o carinho dos pacientes pelo seu tratamento humano e pelos seus conhecimentos."
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