A atriz e influencer cubana Eileen Morales compartilhou no TikTok uma mensagem contundente destinada àqueles que, a partir de Cuba, mostram refrigeradores cheios de comida.
“Há uma nova moda em Cuba, cubanos mostrando refrigeradores cheios de comida, coisinhas bonitas, como se essa fosse a realidade de todo um país, mas essa não é a realidade do cubano. A realidade do cubano é fome, miséria, necessidade, ditadura”, disse @lacubanatiktok no vídeo.
A artista assegurou que essas publicações fazem parte de uma estratégia que busca maquiar a situação na ilha. “Um refrigerador cheio não representa um povo, e muito menos apaga décadas de miséria impostas por um regime que esmagou toda a liberdade”, afirmou.
Morales defendeu os cubanos que denunciam a situação do país a partir do exílio e rejeitou que suas críticas respondam ao ódio ou à inveja: “Os cubanos que saímos da ilha e falamos sobre Cuba não o fazemos por ódio à nossa terra, ao contrário, a amamos, mas queremos que a verdade seja conhecida. Não romantizem mais a ditadura cubana.”
A influencer também questionou o papel de quem contribui para difundir uma imagem irreal de bem-estar: “Se vocês da ilha prisão vão continuar mostrando suas mentiras, nós da liberdade vamos dizer a verdade.”
A mensagem de Morales chega em meio a uma onda de vídeos virais no TikTok sobre o conteúdo dos refrigeradores em Cuba, um fenômeno que gerou reações divergentes.
Uma das publicações mais comentadas foi a da criadora @enifita, que mostrou um refrigerador cheio de produtos importados, doces e bebidas. Seu vídeo provocou críticas por exibir um nível de vida inalcançável para a maioria dos cubanos, que enfrentam escassez e preços elevados dos alimentos. Em contrapartida, a usuária @soy_thalyholguin compartilhou um vídeo mostrando seu refrigerador quase vazio, com apenas alguns abacates, maionese e quatro salsichas, refletindo a crise alimentar na ilha.
Outra criadora, @anita.cubana6, também se tornou viral semanas atrás ao denunciar a escassez e os apagões que agravam a conservação dos alimentos.
“Muitas pessoas se levantam e não têm nada para comer e vão dormir com a barriga vazia. O dia a dia dos cubanos se resume a um único objetivo: o que vou comer hoje”, disse em seu vídeo.
As publicações dessas criadoras ilustram os dois lados da vida em Cuba: a de alguns poucos que conseguem mostrar refrigeradores cheios e a de uma maioria que enfrenta escassez e fome.
O vídeo de Eileen Morales se junta às vozes que denunciam a tentativa do regime cubano de maquiar a crise mostrando uma normalidade inexistente. Sua mensagem, amplamente divulgada nas redes, reaviva o debate sobre a autenticidade, a censura e a desigualdade que permeiam o dia a dia na ilha.
Perguntas Frequentes sobre a Situação Alimentar e Social em Cuba
Qual é a realidade alimentar atual em Cuba?
A situação alimentar em Cuba é crítica, com muitos cubanos enfrentando escassez de alimentos e preços elevados. A maioria das famílias mal consegue acessar produtos básicos, e as constantes quedas de energia complicam a conservação dos poucos alimentos disponíveis.
Por que alguns vídeos nas redes sociais mostram refrigeradores cheios em Cuba?
Alguns vídeos nas redes sociais mostram frigoríficos cheios em Cuba como parte de uma imagem irreal que não reflete a realidade da maioria dos cubanos. Esses vídeos são criticados por mascarar a crise alimentar e pretender mostrar um bem-estar inexistente para a maior parte da população.
Que críticas o regime cubano recebeu em relação à situação social e econômica?
O regime cubano tem sido criticado por tentar ocultar a crise econômica e social através da manipulação da informação e da censura. Acusa-se o governo de não oferecer soluções reais para problemas como a escassez de alimentos, os apagões e a falta de medicamentos, enquanto promovem imagens de normalidade que não correspondem com a realidade.
Como a crise energética afeta a vida cotidiana em Cuba?
A crise energética em Cuba provoca apagões prolongados que agravam a situação econômica e social. Esses cortes de eletricidade afetam a conservação de alimentos, o funcionamento de negócios e a vida cotidiana dos cubanos, que devem buscar soluções improvisadas para lidar com a falta de energia.
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