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A Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP) respondeu por escrito ao pedido de Alfredo González, que denunciou irregularidades e maus-tratos relacionados à morte de seu filho Annier González durante o Serviço Militar Ativo (SMA).
De acordo com a informação fornecida por González nas redes sociais, a Assembleia o "orientou" a contratar um advogado de um Escritório Coletivo para processar judicialmente e, "se assim considerar", dirigir-se à Procuradoria Geral por violação da legalidade.
A ANPP indicou que, devido à natureza do assunto, o denunciante deve buscar assessoria jurídica em um Bufete Colectivo e apresentar uma demanda perante os tribunais.
González alega que houve mentiras nas atuações da procuradoria e dos tribunais, assim como maltreatos de funcionários do MININT para com ele e, anteriormente, para com seu filho.
Afirma ainda que o advogado que tentou nomear foi coagido e que, durante o julgamento, a sua palavra foi limitada, enquanto a outro foi permitido intervir sem restrições.
O pai apresentou um pedido de entrevista digital à ANPP para expor —segundo afirma— provas das irregularidades na investigação do falecimento de seu filho no serviço militar.
En seu relato, afirma ter ido duas vezes à Procuradoria Geral, mas que o caso teria sido remetido às mesmas instâncias que ele denuncia.
Em sua comunicação, a ANPP não aborda o cerne dos fatos denunciados e remete o cidadão à "via judicial ordinária" com patrocínio legal. A orientação inclui a possibilidade de acionar o controle fiscal por violação da legalidade junto à Procuradoria Geral.
Em julho, Gonzá foi preso após denunciar nas redes sociais um oficial que, segundo ele, tem afirmado há meses, foi responsável direto pelo assédio e maltrato que seu filho sofreu antes de sua morte em 2023.
Desde a tragédia, o pai se tornou uma das vozes mais ativas contra o SMA em Cuba, utilizando vídeos, cartas e publicações para denunciar os abusos dentro deste sistema. Em fevereiro de 2024, jurou sobre o túmulo de seu filho que não descansaria até conseguir justiça.
O caso de Annier González faz parte de uma crescente onda de questionamentos sobre o serviço militar na ilha, especialmente após incidentes trágicos nos quais estiveram envolvidos pessoal sem preparação profissional.
Tan somente este 2025, ao menos 13 jovens que estavam cumprindo o Serviço Militar Ativo, requisito obrigatório imposto pelo regime, morreram.
Em janeiro, explosões em um armazém militar de Melones (Rafael Freyre, Holguín) deixaram um saldo de nove soldados (recrutas) confirmados como falecidos.
Em maio, um jovem cubano, identificado como Léster Álvarez, supostamente tirou a própria vida enquanto cumpria o Serviço Militar na prisão de Ariza, na província de Cienfuegos. A notícia causou profunda consternação entre vizinhos e pessoas próximas.
Perguntas Frequentes sobre a Denúncia de Abusos no Serviço Militar em Cuba
Qual foi a resposta da Assembleia Nacional do Poder Popular ao caso de Alfredo González?
A Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP) respondeu orientando Alfredo González a contratar um advogado de um Escritório Coletivo para apresentar uma ação judicial. Foi sugerido também que se dirigisse à Procuradoria Geral por violação da legalidade.
Quais foram as principais denúncias de Alfredo González contra o Serviço Militar em Cuba?
Alfredo González denunciou irregularidades e maus-tratos que levaram à morte de seu filho Annier González durante o Serviço Militar Ativo. Apontou mentiras nas atuações da promotoria e tribunais, bem como maus-tratos por parte de funcionários do MININT.
Como o Serviço Militar em Cuba afetou os jovens recrutas?
O Serviço Militar em Cuba tem sido alvo de fortes críticas devido às mortes, abusos e negligências médicas sofridas pelos jovens recrutas. Em 2025, pelo menos 13 jovens morreram enquanto cumpriam o serviço militar obrigatório, uma prática imposta pelo regime.
Qual tem sido a resposta da comunidade cubana diante do caso de Annier González e de outros semelhantes?
A comunidade cubana, tanto dentro quanto fora da ilha, expressou sua indignação e apoio a Alfredo González. Grupos e movimentos se formaram nas redes sociais para denunciar os abusos no Serviço Militar Obrigatório em Cuba.
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