Rosa María Payá recebe no México prêmio de Direitos Humanos

Rosa María Payá recebe no México prêmio de Direitos Humanos. A ativista cubana foi reconhecida por sua liderança na defesa das liberdades e dos direitos cívicos na região

Rosa María PayáFoto © X

A activista cubana Rosa María Payá, diretora da plataforma Cuba Decide e recentemente incorporada como membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), recebeu nesta sexta-feira o Prêmio de Direitos Humanos 2025 concedido pela Organização Demócrata Cristiana de América (ODCA).

O reconhecimento foi entregue durante o Fórum América Livre, realizado na Cidade do México, em homenagem ao seu "compromisso com a liberdade e sua liderança em causas cívicas internacionais", conforme informou o Observatório Cubano de Direitos Humanos, que celebrou o prêmio como "um estímulo para continuar trabalhando por uma Cuba livre, justa e próspera".

Ao receber o prêmio, representado por uma escultura da Árvore da Vida, Payá dedicou a homenagem "aos cubanos que hoje, da Ilha, arriscam sua vida e sua liberdade pela democracia", assim como aos mais de mil presos políticos que permanecem nas prisões do regime cubano.

"Estou emocionada por receber um prêmio que já foi concedido em duas ocasiões anteriores a dois dos meus referentes pessoais", afirmou a ativista, em referência a María Corina Machado e Rolando Álvarez, líderes opositores da Venezuela e da Nicarágua, respectivamente.

Durante a sua participação no fórum, Payá reiterou que "os cubanos estão preparados para uma mudança em direção à democracia" e que, a partir da sociedade civil, existe a capacidade de liderar um processo de transição política.

Além disso, denunciou os crimes de lesa-humanidade cometidos pelo regime cubano, tanto dentro quanto fora da Ilha, especialmente na Venezuela, onde afirmou que Havana tem operado com impunidade.

"A liberdade da Venezuela está próxima, e isso pode se tornar um elemento detonador para a mudança em Cuba, como parte de um efeito dominó", declarou.

A líder da oposição também alertou sobre as consequências de ter permitido que o regime cubano expandisse suas redes de influência na América Latina: “Estamos vivendo as consequências de ter deixado por mais de seis décadas o polvo autoritário que vive em Havana operar e se conectar com o narcotráfico e com estruturas políticas que buscam se perpetuar no poder”.

Payá foi escolhida como comissária da CIDH em junho deste ano, após ser nominada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Neste momento, o atual secretário de Estado, Marco Rubio, a descreveu como “uma defensora da democracia, respeitada internacionalmente, líder de direitos humanos e especialista em política latino-americana”.

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