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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou neste sábado a decisão de Israel de interromper temporariamente os bombardeios sobre Gaza para permitir a liberação de reféns nas mãos de Hamás, no âmbito do plano de paz promovido por Washington.
Agradeço que Israel tenha temporariamente interrompido os bombardeios para dar uma oportunidade à libertação dos reféns e à conclusão do acordo de paz. Hamás deve agir rapidamente, caso contrário, tudo será cancelado. Não tolerarei atrasos, nem qualquer resultado em que Gaza volte a representar uma ameaça. Vamos fazer isso, rápido! Todos serão tratados com justiça!”, escreveu o mandatário em sua rede social Truth Social.
Em um vídeo divulgado do Escritório Oval, Trump se mostrou otimista após o anúncio do Hamás de liberar todos os reféns —vivos ou mortos— sob os termos da proposta estadunidense.
Este é um grande dia. Todos estávamos unidos no desejo de que esta guerra terminasse e que a paz fosse alcançada no Oriente Médio, e estamos muito perto de conseguir isso, afirmou.
O líder republicano agradeceu aos países que contribuíram para a mediação do acordo, mencionando Qatar, Turquia, Arábia Saudita, Egito e Jordânia.
“Muitas pessoas trabalharam com dedicação para que isso acontecesse. É um dia especial, talvez sem precedentes em muitos aspectos”, acrescentou.
Trump destacou que o mais importante é que “os reféns voltem para casa”, mesmo que alguns deles tenham falecido.
“Seus pais o amavam tanto quanto se aquele garoto ou garota estivesse vivo”, disse, visivelmente emocionado.
O anúncio do Hamás, confirmado pela agência Reuters, inclui sua disposição para iniciar negociações imediatas para definir os aspectos operacionais do acordo.
A decisão veio após o ultimato de Trump, que havia alertado que se o grupo não aceitasse o plano antes de domingo às 18:00 (horário de Washington), “um inferno como nunca antes visto seria desencadeado”.
O plano de paz de 20 pontos, apresentado na segunda-feira por Trump e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca, prevê o fim da guerra em Gaza, a libertação de todos os reféns e um programa de reconstrução supervisionado por uma comissão internacional. Israel já confirmou a sua aceitação do acordo.
Após o anúncio do Hamás, Trump instou Israel a detener os ataques aéreos para facilitar a entrega segura dos reféns e evitar mais vítimas civis.
“Neste momento, é muito perigoso continuar os bombardeios. A pausa é necessária para garantir que o resgate ocorra com segurança”, apontou o mandatário.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, a guerra causou mais de 66.000 mortes palestinas —incluindo cerca de 17.000 crianças— desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, quando ataques do Hamás deixaram 1.200 mortos em Israel e mais de 250 sequestrados.
Trump insistiu que seu objetivo é alcançar uma paz duradoura. “Não se trata apenas de Gaza, trata-se da paz tão desejada em todo o Oriente Médio”, afirmou, acrescentando que Estados Unidos “continuará liderando os esforços para garantir que este conflito chegue ao fim e que todos sejam tratados com justiça”.
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