Persistem apagões massivos em Cuba devido a um elevado déficit de geração elétrica

Cuba enfrenta apagões massivos devido a um grave déficit elétrico. Falhas, manutenção e falta de combustível agravam a crise. Havana sofre com interrupções prolongadas, seguindo um cronograma de cortes rotativos.

Cuba enfrenta uma grave crise elétrica com apagões em todo o paísFoto © CiberCuba

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A União Elétrica de Cuba (UNE) informou nesta segunda-feira que o país enfrentou interrupções no serviço elétrico durante as 24 horas do dia anterior e na madrugada de 9 de setembro, devido a um severo déficit de geração. A situação continua nesta segunda-feira com previsões de cortes em todo o território nacional.

Segundo o boletim oficial, a máxima afetacão do domingo foi de 1742 MW às 20:00, um número superior ao estimado inicialmente, após a não entrada em funcionamento da unidade 6 da Central Termoelétrica (CTE) Renté. Para esta segunda-feira, a disponibilidade do SEN é de apenas 1810 MW frente a uma demanda de 2935 MW, o que gerou uma afetação real de 1200 MW desde as primeiras horas do dia.

As estimativas oficiais para o meio-dia preveem 1100 MW afetados, enquanto que durante o horário de pico noturno se antecipa uma demanda de 3550 MW, com apenas 1950 MW disponíveis, o que provocaria um déficit de 1590 MW e uma afetação estimada de 1660 MW.

Averias, manutenções e falta de combustível agravam a crise

O SEN enfrenta um deterioro estrutural severo. Atualmente, estão fora de serviço por avarias as unidades 3 e 6 da CTE Renté e a unidade 2 da CTE Felton. Além disso, encontram-se em manutenção programada a unidade 1 da Felton, a unidade 2 de Santa Cruz e a unidade 4 da CTE Carlos Manuel de Céspedes, em Cienfuegos.

A estas limitações somam-se 459 MW fora de operação devido a restrições térmicas, enquanto 46 centrais de geração distribuída não estão operativas por falta de combustível, o que significa uma perda de 241 MW adicionais. Outros 142 MW estão indisponíveis por falta de lubrificantes.

Em Havana, todos os blocos foram afetados

Na capital cubana, a Empresa Elétrica de Havana reportou que o serviço foi interrompido às 21h30 do domingo e não foi restabelecido até às 7h32 desta segunda-feira, com uma afetção máxima de 128 MW às 20h que obrigou a desconectar os seis blocos elétricos.

A entidade publicou um cronograma de afetos por blocos que se estende desde as 10:00 da manhã do dia 9 de setembro até as 10:00 da manhã do dia 10, sujeito às exigências do SEN. A programação inclui cortes rotativos nos blocos B1, B2, B4, B5 e B6, e reserva o bloco B3 como respaldo.

Perguntas frequentes sobre a crise energética e apagões em Cuba

Por que persistem os apagões em Cuba?

Os apagões em Cuba persistem devido a um severo déficit na geração elétrica. A situação se agrava por falhas em várias unidades termelétricas, manutenção programada de outras e a falta de combustível e lubrificantes necessários para operar centrais de geração distribuída. Esta crise estrutural do sistema elétrico nacional impede a cobertura da demanda energética do país, provocando cortes contínuos.

Qual é o déficit de geração de eletricidade atual em Cuba?

O déficit de geração elétrica em Cuba ultrapassa os 1.700 MW. Esse número tem levado a apagões massivos e prolongados em todo o país. A União Elétrica de Cuba relatou que durante o horário de pico noturno, a demanda supera amplamente a disponibilidade, o que agrava a situação de cortes de energia.

Quais medidas estão sendo tomadas para enfrentar a crise energética em Cuba?

Apesar da gravidade da crise, as medidas adotadas até agora têm se mostrado insuficientes para resolver o déficit energético. Foram programadas manutenções em unidades termelétricas e tem-se tentado incorporar energia de parques solares, mas esses esforços não conseguiram compensar a escassez de geração elétrica. Além disso, o governo não apresentou um plano concreto para superar a dependência de termelétricas obsoletas.

Como os apagões afetam a vida cotidiana em Cuba?

Os apagões afetam gravemente a vida cotidiana em Cuba, impactando a conservação de alimentos, o acesso à água potável e o funcionamento de serviços essenciais como hospitais, comércios e transporte urbano. A população enfrenta jornadas inteiras sem eletricidade, o que não apenas afeta a qualidade de vida, mas também gera desconforto e protestos em diferentes regiões do país.

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