Pesadelo interminável: Salvadoreño pode ser enviado para Uganda, após ser devolvido aos EUA por deportação errônea

Kilmar Abrego enfrenta uma possível deportação para Uganda após ser devolvido aos EUA por engano. Seu caso destaca críticas às políticas migratórias de terceiros países durante a administração Trump.

Kilmar AbregoFoto © Redes sociais

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A administração de Donald Trump avalia a possibilidade de deportar Kilmar Abrego García, originário de El Salvador, para Uganda, após sua liberação da custódia penal no Tennessee, de acordo com um aviso do Departamento de Segurança Nacional (DHS) obtido por CBS News neste sábado.

Abrego, acusado nos Estados Unidos de tráfico de pessoas, havia sido deportado erroneamente para El Salvador no início deste ano, onde permaneceu detido durante meses em uma prisão local antes de ser devolvido ao território americano.

Um juiz ordenou sua liberação sob fiança enquanto aguarda o julgamento programado para janeiro, mas algumas horas depois, seus advogados receberam a notificação sobre uma possível deportação para Uganda, com um prazo de 72 horas para ser executada.

A situação surge após Uganda aceitar um acordo com Washington para receber deportados que não são cidadãos seus, tornando-se o mais recente “terceiro país” a se juntar a essas práticas migratórias promovidas pela administração Trump.

Os advogados de Abrego revelaram que o governo dos Estados Unidos havia oferecido anteriormente um acordo alternativo para transferi-lo para a Costa Rica como refugiado após cumprir pena.

Sin embargo, ao rejeitá-lo, o ICE notificou que ele poderia ser enviado para Uganda, o que seus defensores qualificam como uma manobra de pressão e “vingança política” contra seu cliente.

"Somente pode haver uma interpretação desses fatos: o Departamento de Justiça, o Departamento de Segurança Interna e o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) estão utilizando seus poderes coletivos para obrigar o Sr. Abrego a escolher entre uma declaração de culpabilidade seguida de uma relativa segurança, ou sua entrega a Uganda, onde sua segurança e liberdade estariam ameaçadas", escreveram no documento apresentado neste sábado.

Em 2019, um juiz de imigração determinou que Abrego não podia ser deportado para El Salvador devido ao risco de ser perseguido por gangues, embora meses depois tenha sido enviado para lá devido ao que o governo chamou de um “erro administrativo”.

Agora, a possibilidade de sua deportação para um país com o qual não possui nenhum vínculo reforça as críticas a esta política de expulsões para terceiros países.

Abrego planeja retornar a Maryland, onde residia com sua família, enquanto seus advogados insistem que o processo atenta contra seus direitos e sua segurança pessoal.

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