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O chefe da Missão dos Estados Unidos em Havana, Mike Hammer, reafirmou o compromisso de seu país com os direitos humanos em Cuba, durante um encontro com ativistas, opositores e familiares de prisioneiros políticos em sua residência na capital.
O evento também serviu para a apresentação oficial do novo chefe adjunto de missão, Roy Perrin, que assumirá como segundo em comando na embaixada.
"Esperamos que em breve haja justiça, liberdade e democracia para os cubanos", expressou Hammer, em um discurso no qual destacou a coragem dos familiares dos mais de mil presos políticos que permanecem encarcerados na Ilha.
"Devemos sempre lembrá-los. Sei que é muito difícil para eles, mas saibam que estamos sempre aqui para apoiá-los", ressaltou.
Segundo reporta CubaNet, o diplomata assegurou que o objetivo do encontro era conhecê-los melhor a todos.
"Para continuar comprometidos, para trabalhar de forma conjunta e determinada em tornar realidade os sonhos e aspirações do povo cubano: liberdade, respeito aos direitos humanos e a possibilidade de se expressar sem medo", detalhou.
Um evento marcado pela sociedade civil e pela dissidência
A recepção contou com uma ampla representação da sociedade civil independente.
Estiveram presentes a líder das Damas de Branco, Berta Soler, junto com seu esposo e ex-preso político Ángel Moya; os jornalistas independentes Henry Constantín e Reinaldo Escobar, e os pais de manifestantes presos após as protestas do 11J, Jenny Taboada e Wilber Aguilar.
O encontro também contou com a presença de empresários privados, artistas, líderes religiosos, representantes da imprensa estrangeira credenciada e diplomatas de outras nações.
Hammer destacou a presença de "tantos amigos", lembrando que, ao contrário de ocasiões anteriores, a Segurança do Estado não impediu o acesso de convidados, como ocorreu durante a celebração do 4 de julho.
Nos arredores da residência, foi verificada a vigilância de agentes à paisana, embora sem hostilidades. Dentro do recinto, a segurança americana reforçou as medidas habituais.
A chegada de Roy Perrin a Havana
O encontro teve como propósito central dar as boas-vindas ao novo chefe adjunto de missão, Roy Perrin, que chega de Honduras, onde atuou como ministro conselheiro e encarregado de negócios na embaixada americana em Tegucigalpa.
Perrin, originário de New Orleans, Louisiana, compartilhou com os participantes referências culturais para destacar a proximidade histórica entre sua cidade e Cuba.
"A música cubana ajudou a criar o jazz, que nasceu na minha cidade. Também compartilhamos a comida: em Nova Orleans comemos feijão vermelho com arroz todas as segundas-feiras, embora eu saiba que vocês preferem o feijão preto. Nossas cidades têm um ritmo parecido, sabemos como celebrar a vida e enfrentar tempos difíceis, como os furacões", comentou.
"Estou muito emocionado de estar aqui. Dizem que os cubanos têm um coração grande e um grande desejo por um futuro melhor. Por isso, estou ansioso para conhecê-los a todos", concluiu.
Com mais de duas décadas de experiência no Serviço Exterior, Perrin ocupou cargos na Turquia, Costa Rica, Iraque, Venezuela, China e no Escritório de Assuntos da América Central em Washington. Formado em engenharia e direito, é casado e tem uma filha.
Compromisso com a democracia em Cuba
Hammer, who took charge of the mission in November 2024, tem mantido uma agenda ativa de apoio à sociedade civil cubana.
O funcionário reiterou que a política dos Estados Unidos continuará centrada na defesa dos direitos humanos, da liberdade de expressão e da solidariedade com as famílias dos presos políticos.
"O povo cubano merece viver em democracia, assim como fazemos nos Estados Unidos", afirmou, deixando claro que Washington continuará pressionando pela libertação dos encarcerados por motivos políticos e acompanhando as aspirações de mudança da Ilha.
Perguntas frequentes sobre a situação política em Cuba e o papel dos EUA.
Qual é a postura dos Estados Unidos em relação aos direitos humanos em Cuba?
Os Estados Unidos reafirmaram seu compromisso com a defesa dos direitos humanos em Cuba. Mike Hammer, chefe da Missão dos EUA em Havana, tem mantido uma agenda ativa em apoio à sociedade civil cubana, sublinhando que seu país continuará pressionando pela libertação dos prisioneiros políticos e apoiando as aspirações de liberdade e democracia na ilha.
Que ações Mike Hammer tomou em apoio à dissidência cubana?
Mike Hammer organizou encontros com dissidentes, jornalistas independentes e familiares de prisioneiros políticos. Ele participou de eventos simbólicos para demonstrar apoio à sociedade civil cubana e denunciou as violações dos direitos humanos cometidas pelo regime cubano. Esses encontros fazem parte da política americana de diálogo com todos os setores da sociedade cubana.
Qual é a mensagem dos Estados Unidos para os familiares dos presos políticos em Cuba?
A mensagem dos Estados Unidos para as famílias dos presos políticos é que "eles não estão sozinhos". A Embaixada dos EUA em Havana reafirmou seu compromisso com a liberdade, os direitos humanos e o futuro democrático de Cuba, garantindo às famílias que continuarão a defender a libertação dos encarcerados injustamente.
Como o regime cubano tem respondido às ações de Mike Hammer?
O regime cubano acusou Mike Hammer de "ingerência" nos assuntos internos do país. As autoridades cubanas criticaram seus encontros com opositores e membros da sociedade civil, e aumentaram a repressão contra vozes dissidentes. No entanto, Hammer reafirmou seu apoio ao povo cubano e seu compromisso com os direitos humanos.
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