Na noite de segunda-feira, foi registrado um ato de vandalismo contra uma relojoaria localizada na rua Obispo, no coração de Havana Velha, um dos principais corredores turísticos e comerciais da capital cubana.
Segundo informações publicadas pela CubaNet e confirmadas por trabalhadores do estabelecimento, os responsáveis pelo ato quebraram uma das vitrines da loja e furtaram duas carteiras que estavam em exibição. Os funcionários consideram que se tratou de uma ação deliberada para causar dano, uma vez que não levaram outros itens disponíveis dentro do comércio.
Na manhã de terça-feira, agentes da Polícia Nacional Revolucionária (PNR) compareceram ao local, mas se retiraram pouco tempo depois, de acordo com depoimentos coletados pelo meio independente.
Este novo incidente ocorre em um contexto de crescente insegurança cidadã em Cuba. Apenas no primeiro semestre de 2024, o observatório Cuba Siglo 21 documentou 432 crimes violentos, incluindo 260 roubos e 91 homicídios. A entidade também estimou um aumento de mais de 50% na criminalidade em relação a 2023, com Havana sendo uma das províncias mais afetadas.
Na rua Obispo —artéria chave de Havana Velha— também foram relatados anteriormente assaltos a turistas e outros atos de vandalismo. Nas redes sociais, o vídeo do local vandalizado foi amplamente compartilhado, mostrando os danos visíveis na vitrine.
Este evento se soma a uma série de incidentes semelhantes ocorridos nas últimas semanas. No dia 5 de agosto, um caixa eletrônico do Banco Metropolitano em Santos Suárez foi apedrejado durante um apagão maciço. Um mês antes, outro caixa em Diez de Outubro foi atacado, o que levou a entidade bancária a reconhecer a crescente frustração entre a população devido à escassez de dinheiro em espécie e ao deterioro do sistema bancário.
Neste contexto, o Tribunal Supremo de Cuba decidiu em maio que os crimes que afetam infraestruturas estratégicas serão julgados como sabotagem, com penas agravadas e tratamento judicial célere. Embora este caso ainda não tenha sido classificado oficialmente, o clima de tensão social e a repetição de eventos similares alimentam a preocupação da população.
Enquanto isso, o regime mantém silêncio e a população continua enfrentando uma crescente sensação de insegurança em meio à crise econômica e social que atinge a ilha.
Perguntas frequentes sobre o aumento da insegurança em Havana
O que aconteceu na relojoaria da rua Obispo em Havana?
A relojoaria localizada na rua Obispo, em Havana Velha, foi vandalizada quando quebraram uma de suas vitrines e furtaram duas carteiras em exibição. Este incidente ocorre em um contexto de crescente insegurança urbana em Cuba.
Como a insegurança está afetando os habitantes de Havana?
A insegurança está gerando uma crescente preocupação entre os residentes, com um aumento nos atos de vandalismo e delitos violentos. Havana é uma das províncias mais afetadas, com um aumento significativo da criminalidade. Isso reflete um clima de tensão social em meio à crise econômica e à escassez de recursos.
Quais são as causas por trás do aumento do vandalismo em Cuba?
O aumento do vandalismo em Cuba pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a frustração dos cidadãos pela escassez de recursos básicos, a deterioração do sistema bancário e a falta de respostas efetivas do governo. Os atos vandálicos, como o ataque a caixas eletrônicos e a destruição de propriedades, são vistos como uma forma de protesto diante da situação insustentável que enfrenta a população.
Quais medidas o governo está tomando para combater a insegurança em Havana?
O governo cubano prometeu reforçar a vigilância e aumentar a colaboração com a cidadania para reduzir os atos de vandalismo. No entanto, a repetição de incidentes e o silêncio oficial têm alimentado o descontentamento popular, e muitos cidadãos consideram que as medidas são insuficientes.
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