Apagão massivo em Havana e afetos de vertigem em Cuba devido à crise energética

Cuba enfrenta uma crítica situação energética, com apagões massivos e um déficit de geração que chega nesta segunda-feira a quase 1.900 MW. Quebras e escassez de combustível agravam a situação, afetando várias províncias.

Imagem de referência criada com Inteligência ArtificialFoto © CiberCuba / ChatGPT

A crise energética em Cuba se intensificou neste domingo com uma jornada completa de apagões e cifras que se aproximaram de níveis recorde. Segundo o relatório oficial da União Elétrica (UNE), as interrupções ocorreram durante as 24 horas do dia e também ao longo da madrugada desta segunda-feira.

A máxima afetacão por déficit de geração foi de 1.799 megawatts (MW), registrada às 20h30 do domingo, embora não tenha coincidido com o pico de demanda. O número superou amplamente a previsão inicial de afetacões que, segundo a empresa estatal, chegariam a 1.675 MW.

Captura de tela Facebook / UNE

Às 06:00 da manhã de hoje, o SEN apresentava uma disponibilidade de apenas 1.760 MW, em contraste com uma demanda de 3.210 MW, o que gerou um déficit imediato de 1.538 MW. Para o horário da meia-noite, prevê-se uma afetacão de 1.340 MW.

A situação pode se agravar ainda mais durante o horário de pico, para o qual a UNE estima um déficit de 1.792 MW e uma afetacão de até 1.862 MW, uma das mais altas registradas nas últimas semanas. Esse número evidencia a incapacidade do sistema em atender às necessidades básicas de consumo em todo o país.

As causas continuam sendo múltiplas e estruturais. Neste dia, são relatadas avarias na unidade 6 da CTE Mariel, na unidade 2 de Felton e na unidade 5 de Dez de Outubro. Além disso, as usinas de Santa Cruz, Céspedes (Cienfuegos) e Renté continuam em manutenção. A isso se somam 393 MW fora de serviço por limitações térmicas.

A escassez de combustível também mantém inoperativas 61 centrais de geração distribuída, com uma perda combinada de 485 MW, além dos 89 MW das patanas de Regla, o que eleva o total afetado por essa causa a 574 MW.

Embora se espere a entrada parcial de sete motores em Regla (48 MW) e a conclusão da Energás Boca de Jaruco (100 MW), esses números não serão suficientes para reverter uma crise elétrica que, longe de diminuir, continua a piorar com o início de agosto.

Segundo apagão massivo em Havana em menos de um mês

Em paralelo, Havana foi palco de outro apagão geral que afetou numerosos municípios desde a noite de domingo.

Segundo confirmaram a Empresa Elétrica e o Ministério de Energia e Minas, uma falha na subestação Naranjito desencadeou um efeito em cadeia que afetou outras subestações, como Príncipe, Melones e Tallapiedra, deixando sem eletricidade áreas de Arroyo Naranjo, Diez de Outubro, Plaza, Cerro, Centro Habana, Playa, La Lisa e outros municípios.

O incidente também impactou o SEN nacional, provocando a saída de Mariel 6, Energás e motores de Moa. Embora tenha começado a recuperação progressiva na madrugada, a magnitude do evento e sua recorrência — após outro apagão em Havana no dia 17 de julho — evidenciam a profunda vulnerabilidade do sistema elétrico cubano.

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Equipe Editorial da CiberCuba

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