Cubano conta o que lhe aconteceu em um restaurante da Flórida com as gorjetas: "As consequências que isso traz"

Um cubano critica nas redes sociais o mau serviço em um restaurante da Flórida, atribuindo-o à gorjeta obrigatória que, segundo ele, desincentiva um bom atendimento ao cliente.

Cubano nos EUAFoto © @jaimevillaclara / TikTok

Um cubano denunciou nas redes sociais o mau atendimento que recebeu em um restaurante de praia em Hollywood Beach, Flórida, e responsabilizou a prática de incluir a gorjeta obrigatória na conta como possível causa da deterioração do serviço.

“A gorjeta incluída traz como consequência, em alguns casos, maus serviços”, titulou o afetado seu vídeo, no qual narra com decepção o que viveu no restaurante Mamacitas.

Segundo explicou, embora normalmente não seja exigente com o atendimento ao cliente, o que ocorreu daquela vez o deixou desconcertado. “Eu sei que todo mundo está cansado. Eu tenho meu negócio, às vezes a gente tem um dia ruim, mas isso foi extremo”, comentou no vídeo.

O cliente relatou que, ao chegar ao restaurante acompanhado de uma amiga, a garçonete lhes trouxe o cardápio, mas se foi sem esperar que decidissem o pedido, e depois voltou com desinteresse. “Nem disse ‘me chamem quando estiverem prontos’”, expressou.

A situação piorou ao fazer o pedido. “Trouxeram-nos os peixes maiores, sem sequer nos dar opção. Depois percebemos que era por comissão. Ela não nos perguntou se queríamos grandes, médios ou pequenos”, lamentou.

Segundo ele disse, sobrou uma grande parte da comida, o que considerou um desperdício desnecessário. Mas o que mais o incomodou foi que, apesar da má experiência, teve que pagar uma gorjeta obrigatória incluída na conta.

“É isso que está acontecendo. Te tratam mal e, no final, você tem que pagar uma gorjeta obrigatória. Não estou generalizando, mas está acontecendo", concluiu.

Perguntas frequentes sobre gorjetas e serviço em restaurantes da Flórida

Por que incluir gorjetas automáticas pode afetar o serviço em restaurantes?

A inclusão de gorjetas automáticas pode diminuir a motivação da equipe para oferecer um bom serviço, pois os empregados não dependem da satisfação do cliente para receber uma compensação adicional. Isso pode resultar em um atendimento menos atento e em experiências negativas para os clientes, como a relatada pelo cubano no restaurante da Flórida.

O que propõe o projeto de lei HB 535 na Flórida sobre as gorjetas automáticas?

O projeto de lei HB 535 busca limitar as gorjetas automáticas apenas a grupos de seis pessoas ou mais e permite que os clientes rejeitem a gorjeta se o serviço for insatisfatório. Além disso, exige que os menus e recibos indiquem claramente qualquer cobrança por serviço ou gorjeta automática.

É obrigatório deixar gorjeta em restaurantes nos Estados Unidos?

Nos Estados Unidos, as gorjetas geralmente não são obrigatórias, mas são uma prática comum e esperada na maioria dos restaurantes. No entanto, alguns estabelecimentos incluem uma gorjeta automática na conta, especialmente para grupos grandes, o que gerou debate sobre a transparência e a qualidade do serviço.

Como a dependência das gorjetas afeta os trabalhadores do setor de serviços?

A dependência de gorjetas pode gerar insegurança econômica para os trabalhadores, uma vez que suas receitas variam de acordo com a quantidade de gorjetas recebidas. Isso pode levar a situações desconfortáveis para empregados e clientes, como no caso em que um funcionário do restaurante insistiu na necessidade de receber gorjetas devido à falta de um salário base adequado.

Que impacto poderia ter a eliminação das gorjetas automáticas nos restaurantes da Flórida?

Eliminar as gorjetas automáticas poderia melhorar a transparência e a satisfação do cliente, já que os consumidores teriam mais controle sobre quanto desejam deixar como gorjeta. No entanto, alguns negócios argumentam que isso poderia afetar sua receita e a qualidade do serviço se não for gerido adequadamente.

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Yare Grau

Natural de Cuba, mas vivo na Espanha. Estudei Comunicação Social na Universidade de Havana e posteriormente me graduei em Comunicação Audiovisual pela Universidade de Valência. Atualmente, faço parte da equipe da CiberCuba como editora na seção de Entretenimento.