O presidente Donald Trump assinou nesta sexta-feira o ambicioso projeto de lei One Big Beautiful Bill que estenderá os cortes de impostos e a introdução gradual de reduções no Medicaid.
Trump assinou a "grande e bela lei" em um evento realizado na Casa Branca em ocasião do Dia da Independência dos EUA. O presidente e seus auxiliares haviam definido este 4 de julho como prazo final para que a legislação estivesse em sua mesa.
O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, por uma margem estreita, a ambiciosa legislação, um dos pilares da agenda do ex-presidente e atual candidato republicano Donald Trump.
O projeto foi aprovado com o apoio da maioria republicana na Câmara dos Representantes e agora segue em direção à mesa do presidente para sua promulgação.
A "One Big Beautiful Bill" (BBB) é uma legislação ambiciosa e controversa que consolida múltiplas promessas de campanha e representa uma reestruturação significativa da política fiscal, social e de segurança nacional dos Estados Unidos.
Entre os principais pontos da lei destacam-se as reformas fiscais, por meio das quais são estendidos permanentemente os cortes de impostos implementados em 2017 durante o primeiro mandato de Trump, isentando de impostos as gorjetas e horas extras para trabalhadores que ganham menos de $150,000 por ano.
Também cria as chamadas "Contas Trump", de poupança, com vantagens fiscais para educação, habitação ou formação profissional; aumenta o crédito fiscal por filhos para $2,500 até 2028; permite deduzir até $10,000 em juros de empréstimos para automóveis fabricados nos EUA; eleva o limite de dedução por impostos estaduais e locais (SALT) para $40,000 para aqueles que ganham menos de $500,000 anuais.
A OBBB destina mais de $150.000 milhões ao orçamento militar. Em matéria de segurança nas fronteiras, são alocados $170.000 milhões, incluindo fundos para o muro, tecnologia e agentes.
Contempla também cortes a programas sociais, entre eles, mais de $1,2 bilhões em gastos federais, principalmente em Medicaid; impõe requisitos trabalhistas para receber assistência médica; reduz os subsídios do programa de ajuda alimentar (SNAP) e elimina progressivamente incentivos fiscais para energias renováveis.
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