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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou seu ataque verbal mais contundente até agora contra seu homólogo russo, Vladímir Putin.
Após o bombardeio mais letal desde o início da guerra na Ucrânia, Trump quebrou o silêncio com uma declaração carregada de indignação: "Ele ficou completamente louco".
A frase, publicada em sua rede Truth Social, marca uma mudança drástica na postura do mandatário americano, que durante anos manteve uma relação cordial com o líder do Kremlin.
Sempre tive uma relação muito boa com Vladímir Putin da Rússia, mas algo aconteceu com ele. Ele ficou completamente LOUCO!, escreveu Trump, visivelmente consternado com a magnitude do ataque russo, que deixou pelo menos 12 mortos - incluindo três crianças - e dezenas de feridos.
“Está matando muita gente”: A ira de Trump diante da violência russa
O presidente se mostrou particularmente afetado pelo caráter indiscriminado dos ataques.
“Está matando muita gente desnecessariamente, e não me refiro apenas a soldados. Estão sendo lançados mísseis e drones contra cidades na Ucrânia, sem nenhuma razão”, criticou.
Para Trump, os fatos recentes confirmam uma velha suspeita.
“Sempre disse que ele quer TODA a Ucrânia, não apenas uma parte, e talvez isso esteja se mostrando verdade. Mas se ele tentar, isso levará à queda da Rússia!”, advertiu.
A ofensiva russa deste fim de semana, considerada a mais extensa em termos de armamento desdobrado, incluiu o lançamento de 298 drones e 69 mísseis em uma única noite.
As cidades de Kyiv, Kharkiv, Mykolaiv e Khmelnytskyi foram algumas das mais afetadas, com graves consequências na infraestrutura civil e cortes generalizados de eletricidade.
Conversas rompidas e sanções no horizonte
A explosão de Trump ocorre em um momento particularmente delicado.
Apenas dias antes, manteve uma chamada telefônica de duas horas com Putin para discutir um possível cessar-fogo, iniciativa apoiada pelos Estados Unidos.
Ainda assim, o ataque russo ocorreu no meio de uma jornada de troca de prisioneiros de guerra, o que para Trump representa uma contradição que agrava a crise e desacredita qualquer tentativa diplomática.
Críticas a Zelenski: "Tudo o que ele diz causa problemas"
Não apenas Putin foi alvo de críticas na mensagem de Trump, mas ele também atacou o presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, pelo que considera uma retórica contraproducente em plena guerra.
“Da mesma forma, o presidente Zelenski não está fazendo nenhum favor ao seu país com a maneira como fala. Tudo o que ele diz causa problemas. Não gosto disso, e é melhor que ele pare”, comentou.
O mandatário estadunidense questionou se os apelos de Zelenski por uma reação mais contundente do Ocidente estão elevando as tensões.
O discurso de Trump também criticou seu sucessor na Casa Branca, Joe Biden, a quem responsabiliza diretamente pela escalada do conflito. Ele insiste que sob sua presidência a guerra jamais teria estourado, e que agora seu papel é o de tentar conter um caos gerado por outros.
“Esta guerra nunca teria começado se eu fosse presidente. Esta é a guerra de Zelenski, Putin e Biden, não a de ‘Trump’. Eu só estou ajudando a apagar os grandes e feios incêndios que foram iniciados por uma grande incompetência e ódio”, sentenciou.
“Eu só estou ajudando a apagar os grandes e feios incêndios que foram iniciados por meio de uma grande incompetência e ódio”, acrescentou.
Enquanto isso, a guerra continua
Em paralelo ao cruzamento verbal, ocorreu uma troca de 1.000 prisioneiros por lado entre a Rússia e a Ucrânia, o que foi um dos poucos gestos de distensão recentes.
No entanto, as conversas de paz continuam estagnadas.
Moscovo controla aproximadamente 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, e a violência aumentou com ataques massivos que colocaram em xeque várias cidades.
Desde Kyiv, o chefe de gabinete de Zelenski, Andriy Yermak, alertou: “Sem pressão, Moscou não apenas continuará matando, mas também se fortalecerá”.
Por sua parte, Zelenski pediu aos Estados Unidos e seus aliados uma resposta firme, sublinhando que “o silêncio da América apenas encoraja Putin”.
Trump rompe o molde: Novo capítulo na política externa dos EUA?
As palavras de Trump podem marcar o início de uma nova abordagem na política exterior americana.
Com seu estilo direto e sua retórica polarizadora, o magnata republicano destruiu o que restava de sua antiga simpatia por Putin, a quem conhecia “há muito tempo” e com quem, segundo suas próprias palavras, “sempre me dei bem... mas agora ele está enviando foguetes para cidades e matando pessoas, e isso não me agrada nem um pouco”.
A ruptura, resumida na frase "ele ficou completamente louco", marca o fim de uma etapa e levanta questões sobre o papel de Trump em um eventual retorno à presidência.
Além das intenções políticas, suas palavras ressoam como um aviso claro: se Putin persistir em sua ofensiva, não apenas arrisca a Ucrânia, mas também o destino de seu próprio país.
Perguntas frequentes sobre as declarações de Trump contra Putin e a situação na Ucrânia
Por que Donald Trump qualificou Vladimir Putin de "completamente louco"?
Donald Trump qualificou Vladimir Putin de "completamente louco" pelos ataques massivos e indiscriminados da Rússia na Ucrânia, que deixaram pelo menos 12 mortos, incluindo crianças, e dezenas de feridos. Trump expressou sua consternação pela magnitude dos ataques e criticou que estes fossem direcionados a cidades sem nenhuma razão aparente, afetando civis inocentes.
Qual é o impacto das declarações de Trump na relação entre os EUA e a Rússia?
As declarações de Trump podem marcar uma mudança na política externa dos EUA em relação à Rússia, evidenciando uma ruptura na relação cordial que mantinha com Putin. Essa postura crítica pode influenciar as futuras decisões diplomáticas e o manejo do conflito na Ucrânia, além de afetar as negociações de paz entre os dois países.
Qual foi a resposta do Kremlin às críticas de Trump?
O Kremlin minimizou as críticas de Trump, classificando-as como uma "reação emocional" em um contexto de alta tensão. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, justificou os ataques russos como uma resposta a supostas ameaças ucranianas, ressaltando a necessidade de medidas para garantir a segurança da Rússia.
Quais medidas Trump propõe para resolver o conflito na Ucrânia?
Trump propôs iniciar negociações imediatas com Putin para acabar com a guerra na Ucrânia. Ele sugeriu a suspensão de ataques a infraestruturas-chave como um passo em direção a um cessar-fogo total. Além disso, Trump manifestou sua intenção de mediar o conflito e criticou as retóricas dos líderes envolvidos que, segundo ele, complicam as negociações de paz.
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