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A congressista republicana María Elvira Salazar manifestou-se nesta segunda-feira “profundamente decepcionada” após a decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos que permitiu ao governo retirar o Estatus de Proteção Temporária (TPS) de mais de 350.000 venezuelanos.
A decisão da Suprema Corte reativa a agenda migratória da administração de Donald Trump, cujo time apresentou o recurso que originou a decisão judicial.
En sua mensagem publicada no X, Salazar destacou que “não podemos enviar pessoas inocentes de volta para as garras de um narco-terrorista”, em referência a Nicolás Maduro. Além disso, solicitou ao presidente Trump que conceda Saída Forçada Diferida (DED) para os venezuelanos e beneficiários do programa de parole humanitário.
No entanto, sua mensagem foi interpretada por analistas e cidadãos como uma manobra para se desvincular de uma decisão política que teve o apoio de seu próprio partido.
A Corte Suprema decidiu a favor de um pedido de emergência apresentado pela administração Trump para reverter uma extensão do TPS aprovada durante o governo de Joe Biden. Essa proteção terminava em 2026, mas a nova decisão permitiria sua cancelamento ainda este ano.
A própria Salazar protagonizou contradições sobre esse tema. Em abril, foi desmentida por usuários nas redes sociais após se apropriar da concessão da extensão do TPS como um feito pessoal. X marcou sua publicação e acrescentou contexto esclarecendo que a medida respondia a uma ordem judicial que bloqueou as tentativas de Trump de revogar o programa.
Mais recentemente, no início de maio, Salazar apresentou uma proposta de lei bipartidária para reinstituir o TPS para venezuelanos por 18 meses. Embora o gesto tenha sido valorizado por setores migrantes, não apagou as críticas ao seu apoio a um partido que tem buscado sistematicamente restringir benefícios migratórios.
A Corte também avaliará em breve um recurso da administração Trump para anular o parole humanitário que beneficia migrantes da Venezuela, Cuba, Haiti e Nicarágua.
El TPS, vigente desde 2023, ampara a centenas de milhares de venezuelanos nos EUA e lhes concede permissão para trabalhar. Com a decisão da Corte, milhares poderão ficar em situação irregular, sem proteção contra a deportação.
O discurso público de Salazar contrasta assim com o papel que seu bloco político teve nesta agenda. Enquanto critica o desfecho judicial, omite que foi seu partido que impulsionou a ofensiva legal que agora deixa dezenas de milhares de venezuelanos no limbo migratório.
Perguntas Frequentes sobre o TPS para Venezuelanos e a Política Migratória dos EUA.
O que é o Estatus de Proteção Temporária (TPS) e como isso afeta os venezuelanos nos EUA?
O Estatus de Proteção Temporária (TPS) é um programa que permite a pessoas de países afetados por conflitos armados ou desastres naturais residirem e trabalharem legalmente nos EUA. No caso dos venezuelanos, o TPS tem protegido mais de 350.000 migrantes, mas a recente decisão da Suprema Corte, promovida pela administração Trump, pode deixar muitos deles em situação irregular.
Por que a Suprema Corte dos EUA permitiu a revogação do TPS para venezuelanos?
A Suprema Corte permitiu a revogação do TPS após um pedido de emergência da administração Trump, que busca reverter uma extensão do TPS aprovada sob o governo de Joe Biden. A administração Trump argumenta que as condições na Venezuela melhoraram e que o TPS não é mais necessário. No entanto, essa decisão foi criticada por deixar milhares de venezuelanos em um limbo migratório.
Quais alternativas têm os venezuelanos afetados pela revogação do TPS?
Ante a revogação do TPS, a congressista María Elvira Salazar solicitou ao presidente Trump a concessão de Saída Forçada Diferida (DED) para os venezuelanos, o que ofereceria uma proteção temporária. Além disso, Salazar apresentou uma proposta de lei bipartidária para reinstaurar o TPS por mais 18 meses. Os afetados também poderiam explorar outras opções legais, como solicitar asilo.
Qual foi o papel de María Elvira Salazar na situação do TPS para os venezuelanos?
María Elvira Salazar tem sido uma figura vocal na defesa do TPS para venezuelanos, embora tenha enfrentado críticas pelas contradições entre seu discurso e as ações de seu partido. Ela apresentou propostas para reinstaurar o TPS e solicitou medidas de proteção temporária como o DED, mas seu apoio a um partido que tem buscado restringir benefícios migratórios gerou ceticismo.
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