Uma cubana no Brasil compartilhou em um vídeo quanto gasta semanalmente em alimentos. Na publicação, a usuária @soy_yu1990 explicou que sua compra de supermercado custou 509 reais, o que equivale a 100 dólares, e comparou esses preços com os do ano anterior, assegurando que com 600 reais antes conseguia se abastecer para todo o mês.
“Com 600 reais eu comia em 2023 aqui no Brasil, se gastasse 800 comia demais. E agora gasto 100 dólares por semana e praticamente não se come nada”, comentou no vídeo, onde mostra os produtos adquiridos, que incluem arroz, pão, frutas, leite, carnes e alguns produtos processados.
A jovem também respondeu àqueles que criticam sua comparação do real brasileiro com o dólar, afirmando que tem o direito de fazer essa equivalência: “Eu quero, eu comparava a moeda nacional com o dólar e também quero. Não tenho nada a ver com vocês”.
O vídeo gerou múltiplas reações entre cubanos no Brasil e em outros países. Alguns usuários apontaram que o custo de vida no Brasil aumentou consideravelmente nos últimos anos. “As coisas subiram. Quando cheguei aqui, com esses 500 reais você comprava o que precisava para o mês e um pouco mais”, comentou um internauta. Outro usuário, que vive em Curitiba, afirmou que na sua cidade, com 500 reais, se compra ainda menos.
Outros emigrantes compararam o custo de vida no Brasil com outros países da região. “Muito barato, venha para a Costa Rica, hahahahaha, aqui sim é caro”, escreveu uma pessoa. Enquanto isso, outro usuário em Brasília afirmou que com a mesma quantia de dinheiro consegue fazer uma compra maior.
Alguns comentários também criticaram a escolha dos produtos, apontando que havia muitas opções com açúcar ou produtos processados. “Você gastou muito em coisas que não vão te nutrir, pelo contrário, fazem mal”, opinou um seguidor, ao que a criadora do vídeo respondeu: “Tenho um adolescente que come”.
O testemunho de @soy_yu1990 se junta a outras experiências de cubanos no Brasil que falaram sobre a economia, as dificuldades dos emigrantes e o contraste com a vida anterior na ilha.
No mês passado, uma médica cubana que emigrou para o Brasil relatou que trabalhando como auxiliar de limpeza conseguiu em poucos meses comprar eletrodomésticos e produtos que em Cuba eram um luxo inalcançável. “Trabalhei sete anos como médico em Cuba e não tinha máquina de lavar nem refrigerador”, confessou em seu testemunho, destacando a diferença em sua qualidade de vida, apesar de desempenhar um trabalho diferente de sua profissão.
Outra cubana, conhecida nas redes como @YaiCubaBrasil, também se tornou viral recentemente ao responder aos que a criticavam por ter demorado dois anos para comprar um carro. Ela explicou que sua economia melhorou quando seu marido chegou ao Brasil e juntos conseguiram iniciar um negócio de design. Sua história gerou debate sobre o ritmo de progresso dos emigrantes.
Por outro lado,a influencer @studiodaysantoya desmentiu a ideia de que 'Brasil é Cuba com comida', assegurando que a emigração não se trata apenas de poder se alimentar melhor, mas de oportunidades para o crescimento pessoal e profissional.
O testemunho de @soy_yu1990 reavivou o debate sobre o custo de vida no Brasil para os emigrantes cubanos. Enquanto alguns confirmam que os preços aumentaram consideravelmente nos últimos anos, outros consideram que continua sendo mais acessível em comparação com outros países. Além dos números, a discussão também reflete como a experiência de cada emigrante depende da cidade onde reside, seu nível de renda e seus hábitos de consumo.
Arquivado em: