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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira através de sua conta no Truth Social a revogação das “concessões” concedidas pelo ex-presidente Joe Biden ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela.
A decisão põe fim a um acordo sobre transações petrolíferas e condições eleitorais assinado em 26 de novembro de 2022, o qual, segundo Trump, não foi cumprido pelo regime venezuelano.
“Estamos revertendo as concessões que o corrupto Joe Biden deu a Nicolás Maduro, da Venezuela, em relação ao acordo de transações petrolíferas e também às condições eleitorais dentro da Venezuela, que não foram cumpridas pelo regime de Maduro”, apontou o presidente americano.
O presidente acrescentou, a seguir, que o regime de Maduro não repatriou para a Venezuela, no ritmo acordado, os “criminosos violentos” que estão em território americano.
“Portanto, ordeno que o “Acordo de Concessão” de Biden, ineficaz e não cumprido, seja rescindido a partir da opção de renovação de 1º de março. Obrigado pela atenção a este assunto!”, concluiu o presidente americano.
"Estou há meses pedindo que cancelem as licenças de petróleo que beneficiam o regime de Maduro. Hoje o Presidente cumpre sua palavra. Não mais dólares do petróleo para o aparato repressivo do chavismo", escreveu no X a congressista María Elvira Salazar, uma das primeiras a reagir ao anúncio.
"A liberdade da Venezuela está muito mais perto. Obrigado, presidente Trump!", acrescentou.
Em novembro de 2022, Joe Biden concedeu à Chevron uma licença para retomar a produção de petróleo na Venezuela, após as sanções americanas terem interrompido todas as atividades de perfuração em 2019.
A Chevron recebeu uma licença de seis meses do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) que autoriza a empresa a produzir petróleo e produtos petrolíferos em seus projetos na Venezuela, de acordo com uma licença geral do Departamento do Tesouro dos EUA.
Embora não fossem autorizadas novas perfurações, a empresa podia reparar e realizar a manutenção dos campos petrolíferos.
O anúncio desta quarta-feira chega pouco após o enviado especial dos Estados Unidos para a América Latina, Mauricio Claver-Carone, revelar em uma entrevista com o jornalista Andrés Oppenheimer que a licença concedida à Chevron era "permanente" e que se renovava automaticamente a cada seis meses.
"O governo do presidente Biden a concedeu permanentemente e enganou o povo. Ele disse que expiraria, mas foi redigido de uma maneira que era permanente," denunciou Claver-Carone, algo que foi desmentido à luz do recente anúncio do presidente norte-americano.
"Por que ir ao inimigo e dar-lhes milhares e milhares de milhões?"
No dia 18 de fevereiro, o presidente Trump antecipou que estava considerando suspender a licença que permite à petrolífera Chevron operar na Venezuela.
Em uma coletiva de imprensa desde Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que sua Administração estava analisando essa isenção que permite à Chevron operar na Venezuela apesar das sanções.
"Por que fizeram isso, por que ir ao inimigo e dar a eles milhares e milhares de milhões?", perguntou o mandatário.
"Estamos tendo discussões dentro do nosso próprio governo. É um pouco cedo, mas não comprávamos (petróleo) deles, mas quando (Joe) Biden chegou, por qualquer razão, começou a comprar petróleo lá, apesar de termos mais ouro líquido do que ninguém. Pagaram uma fortuna à Venezuela", acrescentou.
"Estamos examinando isso com muita seriedade, mas estou aqui há apenas três semanas", respondeu Trump nessa ocasião a uma pergunta sobre se manteria a licença que permite à Chevron operar apesar das sanções econômicas impostas ao governo de Nicolás Maduro.
por que ir ao inimigo e dar-lhes milhares e milhares de milhões
A licença da Chevron também foi questionada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, por ser uma importante fonte de financiamento em dólares para o governo de Maduro, que Washington não considera o vencedor legítimo das eleições de julho de 2024.
O anúncio é uma boa notícia também para o exílio venezuelano, que considerava uma traição dos Estados Unidos o conluio petrolífero com Nicolás Maduro.
Até o fechamento desta nota, não há reação oficial do regime de Nicolás Maduro ao anúncio feito pelo presidente Donald Trump.
Perguntas frequentes sobre a revogação de licenças petrolíferas a Venezuela por Trump
Por que Donald Trump revogou as licenças de petróleo do regime de Maduro?
Donald Trump revogou as licenças de petróleo do regime de Maduro porque considera que este não cumpriu as condições eleitorais e de repatriação de criminosos acordadas. Trump criticou as concessões do seu antecessor, Joe Biden, argumentando que estas beneficiavam injustamente o regime de Maduro sem que este cumprisse os seus compromissos.
Quais são as implicações da revogação das licenças para a Chevron na Venezuela?
A revogação das licenças implica que Chevron não poderá mais continuar com a produção de petróleo na Venezuela sob o acordo anterior. Esta medida busca interromper o fluxo de recursos que poderiam beneficiar o regime de Maduro e pressionar por uma mudança política no país.
Qual é a postura de Maria Elvira Salazar sobre a decisão de Trump?
María Elvira Salazar apoiou a decisão de Trump, agradecendo-lhe por cancelar as licenças petrolíferas que beneficiavam o regime de Maduro. Ela considera que essa ação aproxima a Venezuela da liberdade e põe fim ao financiamento do aparato repressivo do chavismo.
Como essa revogação afeta as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela?
A revogação das licenças tensiona ainda mais as relações entre os Estados Unidos e o regime de Maduro, ao eliminar uma fonte chave de receita para a Venezuela e aumentar a pressão sobre o governo para que cumpra com seus compromissos internacionais.
Que papel desempenha a Lei Bolívar no contexto das sanções contra a Venezuela?
A Lei Bolívar busca endurecer as sanções contra o regime de Maduro ao proibir operações econômicas com o governo venezuelano, reforçando a pressão internacional para limitar os recursos do regime e apoiar a oposição venezuelana.
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