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O cinismo do ex-espião cubano Gerardo Hernández, coordenador dos Comitês de Defesa da Revolução (CDR), ficou exposto quando, incapaz —ou amordaçado— de falar sobre a crescente pobreza em Cuba, publicou uma foto de um indigente em Nova Iorque e recomendou a Marco Rubio fazer exatamente o que a ele não é permitido: olhar para dentro e reconhecer os problemas de seu próprio país.
Em uma publicação no Facebook, Hernández escreveu: “Um país que ninguém bloqueia. Marco Rubio e companhia deveriam se preocupar mais com a realidade de seu país, em vez de ficar se intrometendo nos outros...”, acompanhada de uma imagem tirada em Manhattan.
A reação foi imediata. Mais de mil comentários, de cubanos dentro e fora da ilha, responderam-lhe com dureza, acusando-o de cinismo e hipocrisia por usar a pobreza alheia como desculpa para justificar o desastre econômico em Cuba.
“E tem mais coisas do que qualquer cubano na ilha”, ironizou a jornalista Iliana Hernández, enquanto Irina Diéguez Toledo lhe lançou: “Atirando pedras nos mangas verdes, Gerardo”.
Aristides Fernández foi mais enfático: “Como tantos imigrantes conseguem prosperar nos Estados Unidos, até mesmo Marco Rubio, enquanto você defende um sistema que afundou Cuba? Nos EUA, quem quer, avança.”
“Que cinismo o deste senhor”, escreveu Roberto Carlos Frómeta, e Yoel Cruz o qualificou como “o tipo mais desagradável de Cuba”.
A mensagem mais contundente veio do médico Alexander Jesús Figueredo Izaguirre, que lembrou: “Em Cuba não há um sem-teto: há um país inteiro sobrevivendo. Nos Estados Unidos, a pobreza é uma tragédia individual; em Cuba, um projeto de governo”.
Figueredo encerrou sua resposta com um ataque pessoal: “E você, Gerardo de los Cinco, preocupe-se em saber quem é o verdadeiro pai da sua filha antes de voltar para a prisão. Você é a maior vergonha da palavra homem.”
Outros usuários continuaram o dilúvio de críticas: Janny Chiong escreveu “Agora mesmo esse indigente vive melhor que qualquer médico em Cuba”, enquanto Maria Isabel Sánchez lembrou que nos EUA “ninguém te coloca na prisão por denunciar nem te expulsa do trabalho por dizer a verdade”.
“Prefiro viver nos EUA nessas condições do que em Cuba com todos os luxos; a liberdade não tem preço”, afirmou Yury Rivera.
Na mesma linha, Wendy Llanes San Martín respondeu: “Preocupem-se com a miséria que vocês mesmos criaram em Cuba e deixem de se meter no que não lhes diz respeito”.
O intercâmbio terminou evidenciando o profundo desconforto de uma cidadania que já não teme questionar publicamente os porta-vozes do regime, cansada da manipulação e do uso político da pobreza alheia para ocultar o fracasso econômico e moral do sistema cubano.
Mas a "cegueira" "seletiva" do ex-espião se ativa de vez em quando. Recentemente, provocou novamente a indignação dos cubanos ao comparar a pobreza nos Estados Unidos com a miséria vivida pela população na ilha.
Sua frase —“Os odiadores pintam a Yuma como o paraíso na terra”— desencadeou uma avalanche de respostas que revelam uma realidade muito diferente da versão oficial.
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