Governo cubano diz estar em contato com os EUA após oferta de ajuda pelos danos do furacão Melissa

O anúncio foi em resposta à oferta de ajuda divulgada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

Carlos Fernández de Cossío (i) e Devastação causada pelo furacão Melissa (d)Foto © Collage YouTube/Captura de Tela-AFP - Redes sociais

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Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro do Ministério das Relações Exteriores (MINREX) de Cuba, se pronunciou publicamente sobre a oferta de ajuda para os afetados pelo furacão Melissa, anunciada nesta quinta-feira pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Em uma breve mensagem publicada na rede social X, Fernández de Cossío disse que entraram "em contato" com o Departamento de Estado e que estão aguardando esclarecimentos.

"Em decorrência das comunicações públicas de hoje sobre os danos do furacão, entramos em contato com o Departamento de Estado e estamos aguardando esclarecimentos sobre como e de que forma estão dispostos a ajudar", escreveu o vice-ministro.

Até o fechamento desta nota, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, não se pronunciou sobre o assunto.

"Estamos preparados para oferecer ajuda humanitária imediata ao povo cubano."

Marco Rubio anunciou nesta quinta-feira a disposição do Governo dos Estados Unidos de oferecer ajuda humanitária "imediata" aos cubanos afetados pelo furacão Melissa, e esclareceu que pretende fazê-lo sem intermediários do regime.

A declaração inicial foi feita através de sua conta na rede social X, onde o funcionário republicano evitou entrar em detalhes, mas deixou claro que a ilha se junta ao grupo de países que poderão receber assistência de Washington.

“Estamos preparados para oferecer ajuda humanitária imediata ao povo cubano afetado pelo furacão”, afirmou Rubio de forma sucinta.

Luego acrescentou uma segunda publicação na qual precisou que "os Estados Unidos estão prontos para oferecer assistência humanitária imediata, tanto diretamente quanto através de parceiros locais que possam distribuí-la de forma mais eficaz para aqueles que necessitam".

En la misma publicación indicó que el gobierno de Trump "tras la devastación causada por el huracán Melissa en el este de Cuba, el gobierno de Trump se solidariza con el valiente pueblo cubano, que sigue luchando para satisfacer sus necesidades básicas".

Um comunicado publicado no site do Departamento de Estado precisou que "a legislação americana contempla isenções e autorizações para doações privadas de alimentos, medicamentos e outros itens de ajuda humanitária a Cuba, assim como para a resposta a desastres".

"Convidamos aqueles que desejam apoiar diretamente o povo cubano a entrar em contato conosco caso tenham alguma dúvida. Podem enviar suas perguntas para CubaHumanitarian@state.gov", concluiu a declaração.

O anúncio ocorreu apenas um dia depois que o próprio Rubio tornasse pública a coordenação ativa com os governos da Jamaica, Haiti, República Dominicana e Bahamas para responder à emergência.

En ese momento, sin embargo, não se incluiu Cuba entre os países com os quais os EUA mantinham contato para articular ações conjuntas diante do desastre natural.

As chuvas torrenciais, as inundações e os danos a infraestruturas críticas em províncias como Santiago de Cuba, Holguín e Granma deixaram comunidades isoladas e áreas inteiras sem acesso à eletricidade ou água potável.

Precedentes de ajuda e tensões históricas

A história recente mostrou que as ofertas de ajuda humanitária entre os Estados Unidos e Cuba em momentos de desastres naturais têm sido excepcionais e politicamente delicadas.

Em 2022, após o devastador furacão Ian, o governo de Havana solicitou assistência de emergência à administração de Joe Biden. Aquela solicitação gerou uma resposta limitada, mas revelou uma abertura incomum em meio ao confronto diplomático.

Uns meses antes, em agosto de 2022, após o incêndio na Base de Supertanqueros de Matanzas, Cuba solicitou assistência técnica a Washington.

No entanto, em outras ocasiões anteriores, quando foram oferecidas ajudas humanitárias por parte dos EUA, estas foram recusadas pelo Governo cubano, sob o argumento de que não são prestadas em condições de respeito à soberania nacional.

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